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Relato: Três picos do Itatiaia

        Faz tempo que queria conhecer a trilha dos três picos no parque de
Itatiaia, a única trilha maiorzinha na parte baixa do parque, se
descontarmos a travessia Ruy Braga que une a parte baixa a parte alta. Nesse
domingo surgiu a oportunidade.Fomos eu e o Rafael.
     Acordamos cedo e saindo de Penedo, onde dormimos, seguimos para o
parque. Cruzamos a portaria e subimos a estrada, passando pela entrada da
trilha, que parece ter sido recentemente sinalizada. A placa estava até
cheirando a nova. Estacionamos logo a frente, num espaço em frente a entrada
do hotel Ypê. Outro carro já estava ali e um casal se preparava para fazer a
mesma trilha.
     Pegamos as mochilas e descemos até o início da trilha. Logo alcançamos
o casal e em pouco mais chegamos a uma bifurcação. Na dúvida seguimos em
frente para ver onde dava e não demorou muito para chegarmos aos fundos do
hotel Simon. Fechado há tempos pelo visto. Retornamos a bifurcação e tomamos
o ramo ascendente. O casal ficou para trás e certamente desistiu do passeio, pois não foi mais visto.
     A trilha, bem aberta, sobe um pouco mais forte até cruzar um riacho por sobre uma ponte de concreto! A partir dali a trilha fica mais fechada. A caracteristica geral da trilha é que ela é quase toda sob a mata, sombreada e fresca, mas também úmida e com muito pontos escorregadios já que o sol nunca bate no solo, causando tantos tombos a esse escriba que perdi a conta deles bem antes do fim. Por outro lado não é tão úmida que forme atoleiros.
     Após a ponte temos um longo trecho de aclive suave ao final do qual a trilha volta a subir mais forte. Chegamos a um trecho onde um degrau mais alto tem de ser escalado com o auxilio de raízes, porém há a alternativa. Uma variante sai à esquerda,um pouco antes, contornando o trecho e reencontrando a trilha mestra pouco acima.
     Mais um pouco e surge nova bifurcação, mas a direita leva apenas a um riacho, o qual já vamos reencontrar logo acima, de modo que nem vale a pena entrar ali,, nem mesmo para encher o cantil. Mais um zigue-zague, alcançamos e cruzamos o riacho por cima de lajes escorregadias. Ali temos, acima temos três pequenas quedas d’água, abaixo outras e um bonito poço de acesso bastante dificultoso. Paramos para fotos, encher os cantis e um curto descanso.
     A trilha prossegue do outro lado do riacho, passando por trecho repleto de raízes que atravessam a trilha e por uns tantos degraus rochosos, entremeados de trechos enlameados. A trilha volta a subir mais forte e temos saltamos diversas rochas cobertas de musgo.
     Até que chegamos a uma crista. A trilha nivela e depois passa a descer lentamente. Aos poucos começamos a avistar o pico mais alto, à nossa frente, em meio ao arvoredo.
     A trilha então sai da mata e passa a subir fortemente a enoosta do pico em meio a samambaias e arbustos. Alguns degraus rochosos são vencidos e começamos a avistar as encostas de mata da serra, encimada pelo que acreditamos ser o Prateleiras, no ponto mais alto de uma crista paralela a que estamos. Na mesma crista os maiores eminências são o Gigante e o Ovo.
     Enfim chegamos ao topo e após o cruzarmos chegamos ao mirante que sinaliza o final da trilha, de onde se avista o vale do Paraíba abaixo e a contra-encosta da serra da Bocaina no lado oposto. A vista logo abaixo mostra as cidades de Itatiaia, Engenheiro Passos mais à direita e à esquerda, bem maior, Resende e ainda preenchendo boa parte do campo visual a represa do Funil. Na Bocaina ficamos tentando identificar o pico do Tira o Chapéu e a Pedra da Bacia, sem conseguir ter certeza. A subida toda tomou-nos 2:45 hs.
     Após uma hora de comtemplação e de ter ainda conseguido avistar Penedo de um mirante lateral, fizemos um lanche e iniciamos a descida que consumiu 2:10 hs, sem surpresas.