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Travessia São Francisco Xavier – Monte Verde

    A muito badalada Monte Verde e a menos frequentada São Francisco Xavier são bastante próximas apesar de uma ser mineira e a outra paulista, porém são separadas pela serra da Mantiqueira, sobre cuja crista passa a fronteira SP/MG.

A travessia São Francisco Xavier a Monte Verde é uma caminhada já clássica. Há na verdade três trilhas cruzando a serra e interligando as duas povoações. Uma delas, a chamada trilha do caçador ou da revolução, por atravessar propriedade particular cuja dono levanta proibição de passagem vem sendo pouco trafegada. Das outras duas, resolvemos subir pela trilha do Jorge, reservando a trilha da Fazenda Santa Cruz para o retorno.

Saindo da praça central de São Francisco Xavier na direção Oeste, seguimos pela estrada de Joanópolis. Logo acaba o calçamento e na bifurcação a frente seguimos à direita por poucos metros para logo a frente tomar a esquerda.

Começamos a subir em direção a serra. Deixamos para trás algumas casas e seguimos subindo cada vez mais.

Ao fim de 1:30 ou 2 horas chegamos ao final da estrada, na fazenda Monte Verde. Poderíamos ter vindo até aqui de carro, só que planejamos descer pela outra trilha e de qualquer forma teríamos de retornar até aqui para retoma-lo.

Passamos por uma porteira, deixamos uma última casa à esquerda e a estradinha vira uma trilha bem sombreada por dentro da mata de encosta.

Não é preciso se preocupar com água, 4 pontos se sucedem durante a subida e outra durante a descida.

Muitos ziguezagues e cerca de 2 horas depois , alcançamos o alto da crista e encontramos uma bifurcação. Seguimos pela esquerda e subindo ainda um pouco, desembocamos numa clareira junto a um bloco rochoso de onde temos ampla visão dos dois lados da crista. É a chamada Pedra da Onça. Duas pessoas já armavam um barraca por ali.

Após meia hora de descanso e contemplação voltamos a bifurcação. Seguindo para o outro lado, a trilha desce e sobe alguma vezes por dentro da mata. Cruzamos um trecho de mata conhecida como Floresta encantada. Mais a frente, entramos num trecho onde os bambuzais predominam. Um riacho é cruzado. Após cerca de 1:30 horas a trilha começa a descer fortemente. Chegamos a um riacho mais largo, cruzado por cima de um tronco. Pouco a frente passamos por uma cerca e logo desembocamos no final de uma rua, junto a um hotel Guanxi, ainda em obras. É o final da rua Taurus. Seguindo por ela logo saímos na avenida. das Montanhas e descendo por ela acabamos na rua principal junto ao banco Bradesco.

Em Monte Verde há uma infinidade de pousadas onde pernoitar, mas se a ideia for economizar, a sugestão é seguir pela rua principal para a direita até o bairro operário, onde diversos moradores alugam quartos ou as casas por preço bastante módicos.

O retorno, no dia seguinte, foi pela trilha da fazenda Santa Cruz. Voltando pela mesma avenida das Montanhas. Logo após passamos sob um portal, deixamos a saída da rua Taurus, à esquerda e subimos agora fortemente rumo a crista da serra.

Chegando ao alto, passamos pelo estacionamento onde os turistas que pretendem visitar as pedras da crista deixam os carros e seguimos em frente.

A estradinha vira uma trilha. Deixamos a trilha de acesso ao chapéu do Bispo à direita e seguimos em frente. Logo chegamos a saída a esquerda que leva as pedras Redonda e Partida. Seguimos para um ataque as duas pedras. A Redonda por se mais perto costuma ter bem mais pessoas. À partida poucos chegam.

Retornando a trilha principal. Seguimos em frente. Logo passamos uma porteira de começamos a descer forte. Muitos ziguezagues abaixo, quando a trilha se alarga e chega a uma larga ponte. Tomamos uma discreta trilha à direita e em pouco chegamos a cachoeira da Onça, pequena e graciosa queda com poço.

Voltando a trilha principal, seguimos em frente e dali a pouco chegamos a fazenda Santa Cruz, em frente a qual, há uma porteira trancada. Salta-mo-la e subimos a encosta a frente, chegamos a uma estradinha que tomamos para esquerda. Na bifurcação poucos metros a frente, tomamos à esquerda, descendo.

Quando a estrada vira à esquerda entrando numa outra propriedade, seguimos em frente por trilha mal marcada. Passamos uma porteira e seguimos descendo suavemente até chegamos a uma cerca dentro da mata.

Ali pulamos a cerca em local onde o entortamento dos arames atestam que muitos já fizeram o mesmo. Perdemos alguns instantes até visualizar uma trilha dentro da matinha. Após alguns metros a trilha fica óbvia e logo sai da mata e segue por capim alto, sempre descendo suavemente. Um ou outro aglomerado de samambaias eventualmente tem de ser rompido com as mãos.

Enfim chegamos aos fundos de outra propriedade. Deixamos uma grande laje rochosa à esquerda, passamos entre algumas casa e saímos num fim de estradinha.

Dali é só descer direto pela estradinha até chegar na estrada mestra que vem de Joanópolis e segue para São Francisco. Bem no entroncamento há um ponto de ônibus. Descendo por ela para a esquerda, em 3 km chegamos a cachoeira Pedro David, do lado esquerdo da estrada, e após curta subida, descemos mais 3 km até a praça central de São Francisco. Onde tudo começou no dia anterior.

São Francisco Xavier

         Em mais uma incursão rumo a São Francisco Xavier, provamos que as atrações locais vão bem além da bastante conhecida travessia para Monte Verde. Em um dia pudemos visitar dois interessantes mirantes: a pedra do Queixo d’Anta e a pedra Pouso do Rochedo.

        O acesso ao Queixo d’anta, também conhecida como focinho d’anta, fica a alguns quilômetros antes de SFXavier, para quem vem de Monteiro Lobato. Há uma placa indicando a entrada à direita. Fique atento, pois uns cem metros depois é preciso entrar novamente à direita, tomando uma estrada mais estreita que a por onde víamos. Há uma pequena placa sinalizando a entrada, mas é fácil não vê-la, como aconteceu conosco. A partir daí não há mais erro e a estrada prossegue estreita e com subidas íngremes até que, algum quilômetro depois, chegamos a uma bifurcação marcada por uma placa que diz para estacionar o carro à direita, e que uma taxa é cobrada pela visitação. Seguimos pela direita, passando sobre um riacho e por uma porteira logo após, e chegando a um sítio. Paramos o carro à sombra de uma jabuticabeira e fomos conversar com os donos.

        Ficamos sabendo que a taxa era de R$ 10,00 e nos orientaram a subir pela esquerda, que não haveria erro, que a trilha era limpa e que a caminhada até o topo levava cerca de 1:20 horas. Tomamos a estradinha e logo vimos a trilha saindo a direita, marcada por pequena placa. Seguindo por ali, logo passamos por uma porteira de arame e começamos então a subir para valer. A trilha entra na mata e somos então tomados pelo seu frescor apesar do sol forte que faz e fará todo o dia. Mais acima a trilha vira à esquerda e nivela por um tempo, logo cruzando pequeno fio d’água. Findo esse trecho vira para a direita, voltando a subir novamente. A subida vai ficando cada vez mais íngreme, logo a subida passa a se fazer aos degraus. Passamos ao lado de enorme pedra à direita da trilha e continuamos a subir. Enfim chegamos à crista e viramos a direita, subindo mais um pouco sobre uma laje de pedra, passando então a descer pela crista, alternando trechos rochosos com trechos dentro da mata. Em uma descida mais íngreme há uma “corda” feita de um tirante de cinto de segurança para auxiliar a passagem. Chegamos então a pedra final, de onde temos ampla vista. Podemos enxergar não só a pequena SFXavier, como também ao longe São Jose dos Campos e todas os serrotes entre elas. As nossas costas temos a crista principal da Mantiqueira. Há um livro de cume dentro de uma caixa presa a rocha. Aliás, a subida levou apenas 1:10. Ficamos cerca de uma hora admirando a paisagem e então descemos, levando quase o mesmo tempo para descer a íngreme trilha que levamos para subi-la. Seguimos então para o próximo item da agenda.

         O segundo lugar que visitamos foi a pedra Pouso do Rochedo, localizada no terreno da pousada homônima. Voltando para o asfalto e seguindo em direção a SFXavier, numa rotatória pouco antes da vila, tomamos a direita e seguimos pela estrada de terra, orientando-nos por pequenas placas amarelas “Pouso do Rochedo”. Cerca de 8 km depois chegamos à pousada, do lado direito da estrada. Descemos e fomos nos informar na recepção. Soubemos que se cobrava uma taxa de R$ 10,00 pela visita e nos explicaram o caminho até o alto da montanha.

         O caminho começava do outro lado da estrada, passando pequeno portão. A trilha seguia para a esquerda, deixando pequeno lago à direita. Logo após um pequeno oratório, uma trilha saia à direita, sinalizada como “trilha do Tropeiro”. Seguimos por ela, subindo um tanto e depois descendo um pouco até chegarmos ao rio. Passamos então a descer paralelo ao rio, admirando as cachoeiras que iam se formando em seu leito rochoso. Em um ponto cruza-se o rio e sobe-se por uma escadinha de metal até o outro lado voltando um pouco pela margem oposta, a fim de visualizar duas quedas que ficaram para trás.

        Voltando novamente a margem esquerda e descendo mais, passamos por um campinho de futebol e por alguns bancos sob enormes árvores chegando então até uma pequena ponte que cruza o riacho. Seguindo pela trilha após a ponte começamos a subir forte, encontrando uma bifurcação mais acima. Ali tomamos a esquerda, sinalizada como “trilha da Montanha”, continuando a subir, ainda mais forte até que chegamos a um ponto onde a trilha parece bifurcar. Subimos à esquerda, pela rocha, onde uma corda colocada como corrimão dá segurança aos mais tímidos. Chegando ao alto temos um belo mirante, conhecido como pedra Pouso do Rochedo. Paramos para admirar o panorama e aproveitei para comer alguma coisa.

        Seguindo pela trilha, ignoramos uma saída a direita e passamos a descer um pouco por trecho largo de pasto, já avistando no alto do morro a frente um cruzeiro, ladeado por uma bandeira brasileira. Chegando a base do morro a trilha volta a subir forte aos zigue-zagues. Passamos por nova rocha que serve de mirante, a chamada Pedra da Divisa e continuamos a subir. Chegamos então a um trecho onde a trilha é margeada por uma fileira de araucárias. Logo desembocamos no alto junto ao cruzeiro, onde paramos por uma meia hora para contemplar o panorama. Estávamos em altitude menor que o topo do queixo d’anta e, portanto a visão era menos ampla, mas nem por isso menos grandiosa, principalmente porque o sol já descambava para o poente, dando um tom dourado a paisagem.

        Mais o crepúsculo já se aproximava, incitando-nos a iniciamos a descida. No pasto antes da pedra pouso do Rochedo, tomamos uma trilha à esquerda, a chamada “trilha do Pinhal”. Seguindo por ela acabamos chegando a uma bifurcação, a esquerda uma trilha segue em direção a estrada, mas não chegamos até lá. Tomamos a direita e em poucos metros chegando a uma laje de pedra que constitui o chamado “mirante da Gruta”. Descendo pela trilha à direita da laje, após alguns degraus íngremes, voltamos a descer mais suavemente, acabando por chegar na mesma bifurcação onde passamos na subida, chegando afinal a ponte sobre o rio.

       Dobramos então à direita e seguimos pela trilha paralela ao rio, a fim de visitar as cachoeiras mais abaixo. Mais abaixo passamos por uma bifurcação, seguindo pela direita até a base da cachoeira e depois acabamos chegando até uma cerca que marca o limite da propriedade. Voltamos a bifurcação e seguimos pelo outro ramo, subindo um pouco, passamos próximos à estrada e depois continuamos a subir, afastando-nos da estrada. Acabamos chegando a um conjunto de construções, passando ao lado a primeira e entre as demais, rumo a um portão. Passando por ele e subindo poucos metros à esquerda pela estrada voltamos a recepção e ao carro. Com a escuridão já caindo, já não havia mais ninguém por ali e fomos embora, voltando a São Paulo com o sentimento de termos aproveitado bem esse domingo de sol.