Arquivo da tag: piquete

Pico Focinho de Cão

 

          O Focinho de Cão destaca-se da crista principal da Mantiqueira à oeste da cidade de Piquete, sendo bem visível da cidade.

          Seu acesso porém se dá por estrada de terra que sai antes de Piquete, ainda no município de Lorena, na altura do Km 22 da estrada Lorena-Piquete. Nesse ponto há um reflorestamento de eucaliptos do lado direito da estrada e uma saída à esquerda sinalizada pela placa “Dynacom 4 km”.

          Indo direto por essa estrada, após 7,8 km passa-se por uma porteira de arame à direita da estrada. Se chegar a uma casa amarela, a fazenda Nossa Senhora do Carmo, já errou, volte e procure a entrada, agora à esquerda.

         A estrada cruza um riacho por precária ponte de madeira e passa a subir um morro, chegando ao alto volta a descer ao fundo do vale,onde há um sítio com piscina. Ai paramos o carro e começamos a caminhar.

         Seguimos em frente pela estradinha, passamos por uma porteira de arame, cruzamos dois riachos, o segundo bem menor. Ali há algumas casas e um grande galpão ocupado por um fusca depauperado. Logo após, nova porteira de arame.

         A partir dai a estrada vira um trilha pelo pasto subindo aos zigue-zagues. Na bifurcação acima, tomamos à esquerda e continuamos subindo até o alto do morro. A trilha segue então pelo alto, sem muito desnível. Paramos brevemente sob uma frondosa árvore cuja bem vinda sombra nos protege do sol já inclemente , e ainda nem são 9:00 hs!

        Prosseguindo pela trilha, entramos na mata e subimos mais um pouco. A trilha enfim chega a última porteira de arame. Cruzando-a, a trilha segue fechada para a direita subindo inicialmente um degrau no barranco à direita, mas antes seguimos em frente pela trilha aberta, descendo um pouco e chegando a um riacho, única fonte de água nessa caminhada. Reabastecemos os cantis e nos refrescamos na gelada fonte.

      Voltamos então até próximo da porteira e entramos na trilha fechada. A trilha vai subindo lentamente, acompanhando um riacho à esquerda, o mesmo onde pegamos água, mas afastando-se dele lentamente. A picada é fechada mas está relativamente bem marcada.

      Enfim desembocamos numa estradinha aberta por Furnas para instalar e manter uma linha de alta tensão que passa próxima. A estrada tem vegetação rasteira alta em boa parte do percurso mas tem sinais de trilha quase todo tempo de forma que não é difícil caminhar por ela.

      Seguimos para a esquerda. Subimos um pouco e ignoramos saída à esquerda e para trás, acesso a uma das torres de força. Descemos ligeiramente e passamos por outra saída, agora à esquerda, para outra torre. Mais um pouco e alcançamos uma saída à direita mais limpa. Esse é um aceiro que marca a divisa da Imbel. Ignoramos essa saída e seguimos pela estrada, cujo seguimento é pela esquerda do aceiro, passando por curto trecho mais fechado,

     A partir daí a estrada encontra o aceiro mais cinco vezes, se não me engano, e em todas ignoramos o aceiro e seguimos pela estrada, sempre à esquerda. Antes do próximo encontro com o aceiro, encontramos uma bifurcação e nela tomamos a direita.

        O avanço pela estrada é mais rápido que pelo aceiro, visto que nela a subida é contínua, enquanto que o aceiro sobe e desce sucessivas vezes. O aceiro também parece mais sujo, tomado de samambaias.

        Na sétima vez que encontramos o aceiro, ainda seguimos pela estrada, mas foi engano, a estrada passa a descer e se afasta do pico, Tivemos então de retornar e seguir então pelo aceiro.

        O aceiro começa então a subir forte, quase sempre bastante limpo mas passando por alguns trechos de samambaias cerradas e também por alguns degraus rochosos.

         Quando parecia que estávamos chegando ao cume, percebemos que era um ombro e que ainda havia mais subida.

         Enfim, após cerca de 4:30 hs de caminhada alcançamos o topo. O local tem uma placa e um mastro fincados pelo exército. Do topo avistamos Piquete à leste e grande parte do vale do Paraíba, Cachoeira Paulista,Lorena,Guará e Aparecida. Também a crista da Mantiqueira: Marins, Itaguaré e a Serra Fina à esquerda da cidade.

         A descida foi mais rápida, levando 3:30 hs.

Pico da Meia Lua

      O pico da meia lua é um contraforte da Mantiqueira no município de Piquete. O cesso é pela estrada Lorena-itajubá. Passando por Piquete e subindo a serra, ainda a uns 6 ou 7 km antes do alto, há uma estrada de terra a direita, inclusive com uma placa indicando o pico. Porém achei esta estrada um pouco ruim demais, preferi então subi pelo asfalto mais um pouco até a próxima saída, sinalizada com a placa “casa de orações”.

    Tomando então essa saida, vou subindo suavemente pela estreita estrada, calçada em parte de pedras. Quando chego a algumas casas, tomo a esquerda, e subo agora por um trecho mais íngeme e esburacado até a porteira de uma bonita casa à direita. A direita e acima vemos o pico. A frente a estrada até prossegue, só que muito mais precária e não por muito tempo, de maneira que o melhor é deixar o carro por ali mesmo.

     Subindo a estradinha, logo chegamos ao final dela, junto a última casa. Seguimos então pela trilha que a prolonga, passando rente a cerca da casa à esquerda. Logo pulamos um riacho e passamos a subir por dentro da mata, aos zigue-zagues. A subida nem é muito difícil, fora um ou outro trecho mais erodido e escorregadio.

    Quando chegamos a um selado, a trilha nivela e logo começa a descer pelo outro lado, mas antes temos uma bifurcação, onde tomamos a direita. A subida aperta novamente e passamos por un trecho onde galhos caidos obreigam-nos a algum malabarismo para desviar-nos deles.

     Enfim a trilha sai no aberto e subinos o trecho final íngreme até a crista. Chegando lá a trilha se divide. O lado esquerdo avança um pouco pela crista mas não vai muito longe, logo chegando ao final desta. Seguimos pela direita em pouco chegamos ao topo do pico e obtemos sua ampla vista do vale, onde se destaca a cidade de Piquete logo aos nossos pés, bem como parte da rodovia, serpenteando pela encosta da serra. As nossas costas temos a crista principal da serra da Mantiqueira com a exuberância do seu verde. A subida toda demorou cerca de 1:30 hs e a volta quase o mesmo, já que a descida dos trechos mais íngremes sempre acaba rendendo algusn tombos.

      Há pouco espaço para acampamento no topo e quase nenhuma sombra, o que num dia de sol forte como este faz muita falta.