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Relato: Pedra do Bispo – Rio Claro/RJ

 

        A pequena cidade fluminense de Rio Claro, ao largo da estrada Barra Mansa-Angra dos Reis, passa quase despercebida, mas os altos paredões rochosos logo após a sede do município não. Avistamos da estrada duas montanhas, a segunda das quais é a pedra do Bispo. O nome, segundo lendas locais, seria devido a um bispo que teria rezado missa no alto da mesma, mas parece-me que o nome talvez seja melhor explicado pela forma de mitra da montanha.

       Entrando na cidade, numa esquina onde há a “padaria central” do lado esquerdo, entramos à direita e seguimos até que a rua quebra a esquerda, contornando a igreja e a pracinha central. Na próxima esquina viramos à direita. Depois à esquerda já que a frente é contra-mão e, na sequência, tomamos a esquerda e depois à direita. Subimos uma íngreme ladeira e na próxima bifurcação, seguimos em frente descendo. Ao fundo, junto a uma igreja. Viramos à esquerda e cruzamos um riacho. Ai acaba o asfalto. Temos uma subida e então a estradinha de terra passa a bordejar o morro à nossa direita.

       Antes de um riacho cercado de um atoleiro, encontramos uma área mais larga. Ali paramos o carro e iniciamos a caminhada, eu e o Rafael.

       A estradinha começa a subir e logo passamos por uma porteira. Um pouco depois temos uma bifurcação. Seguimos à direita subindo. Após um zigue-zague a estrada fica bem mais erodida e chegamos a novo riacho. Nesse ponto a estrada realmente acaba e reduz-se a uma trilha.

      A trilha dá uma nivelada e segue cruzando pastos e atravessamos uma série de porteiras. Deixamos um curral, à esquerda. Mais a frente a trilha começa a entrar na mata e passamos por um riacho dentro da mata onde podemos reabastecer os cantis. Nesse trecho todo avista-se a pedra a frente, mas nesse dia, as nuvens encobriam nossa visão e só pudemos observa-la na volta.

     Após um trecho de bambus, avistamos uma casa com teto de laje mais abaixo, à direita, encravada na mata. A trilha passa a subir em curtos zigue-zagues por dentro da mata contornando alguns blocos rochosos. Chegamos a uma bifurcação com um quebra corpo no ramo esquerdo. Seguimos para a direita e continuamos a subir.

      Enfim chegamos ao selado entre os dois picos marcado por uma porteira, a sexta desde o início da caminhada. A trilha passa a descer rumo a um vale a frente. Logo encontramos uma tronqueira à esquerda. Entramos por ali e a trilha logo bifurca. O ramos direito segue bordejando a encosta. Tomamos o ramo esquerdo e a trilha some poucos metros a frente. Então temos que continuar a subir pela encosta de pasto, sem trilha, rumo a um selado mais acima.

      Antes de chegar ao topo do morro à frente, passamos a bordejar para a direita rumo ao selado. No selado há um curral triangular com porteira em duas faces. Uma das porteiras, que era sustentada por uma árvore, está caída ao chão junto com a árvore. Passamos por ali e atravessamos a outra porteira na sequência.

     Seguimos subindo um pouco e encontramos uma trilha que segue bordejando para a direita. Tomamos essa trilha e em pouco tempo encontramos os destroços de um cocho coberto caídos ao chão. Ali subimos para a esquerda acompanhando uma cerca e chegando a um alto, viramos para a direita e continuamos a subir pela trilha que, às vezes se apaga mas reaparece a frente. Subimos então a íngreme encosta final de pasto semeado de samambaias e arbustos aos zigue-zagues.

       Enfim avistamos a cruz que marca o topo, a trilha bifurca e tomamos à esquerda, passando um quebra corpo e em pouco estamos no topo.

       Chegamos ao alto com uma nuvem encobrindo a face leste, mas para oeste podíamos avistar os morros quase da mesma altitude da pedra do Bispo que a cercam desse lado e parte do caminho por onde subíramos. Aos poucos as nuvens se dissiparam e pudemos ver o horizonte à leste. Um pouco ao norte destaca-se a cidade de Rio Claro, bem como um bom trecho da estrada Barra Mansa-Angra e do rio Piraí. Outras serras mais distantes também são visíveis. No extremo norte diz-se que daria para ver Volta Redonda, mas não consegui vê-la nesse dia, talvez pela nebulosidade excessiva. Logo ao sul, outro cume, gêmeo do onde estamos e também provido de uma parede fecha a visão. A subida toda tomou-nos 2:30 hs e a volta, pelo mesmo caminho um pouco menos.

         Com sobra de tempo resolvemos subir na pedra de Santa Terezinha, bloco rochoso que se destaca acima do morro a oeste da cidade e na qual diz-se que dá para ver um perfil de uma vela e de uma santa.

         Voltando por onde viemos, numa esquina onde a frente e a direita há uma escola composta de um prédio de vários andares pintado de amarelo, tomamos a esquerda onde antes tínhamos vindo  da direita. Na próxima esquina, paramos o carro e seguimos à pé para a esquerda.

         Num instante passamos uma ponte e na trifurcação à frente tomamos a esquerda. Passamos a subir uma estradinha de terra que em pouco vira uma trilha e chegando ao alto, bifurca. Passamos uma porteira, à esquerda, e descemos rumo ao vale. Cruzamos o riacho e saindo da estradinha, cruzamos um charco quase seco e passamos então a subir encosta de pasto à frente sem trilha.

       Chegando ao alto do morro, seguimos para a direita pela crista, passando por um primeiro grupo de rochas que serve de mirante e descendo um pouco,voltando a subir rumo ao topo da pedra de Santa Terezinha.

       No topo da pedra não avistamos sua face obviamente, mas temos bonita vista da cidade e de seus arredores. O trecho todo levou 40 ou 45 minutos e a vista vale a pena.