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Percorrendo a EF Sapucaí

 Em mais uma excursão histórico-ferroviária, resolvi aproveitar o último
fim de semana para  percorrer parte do trajeto da antiga E.F. Sapucaí, entre
Itajuba e Carmo de Minas, com o intuito de fotografar seus remanescentes e
em particular três antigas estações, se é que ainda havia restado alguma
coisa delas.
    Construida no final do século XIX,a Antiga Estrada de Ferro Sapucaí teve
seu primeiro trecho, de Soledade de Minas até Itajubá, inaugurado em 1891,
atingindo posteriormente a fronteira SP-MG na localidade de Sapucaí. A
ferrovia deixou de operar no final da década de 70, tendo seus trilhos sido
arrancados em 1990. Na atualidade, restam, além das lembranças na memória de
quem a conheceu, pouco mais que as estações nas principais localidades, em
diferentes graus de conservação. Porém ainda é possível percorrer partes do
seu antigo trajeto, algumas das quais se tornaram estradinhas, enquanto
outras, abandonadas, estão cobertas pelo mato.

     Procurando a estação Pedreira

     Partindo sábado em direção a Maria da Fé, lá cheguei pelas 11:30.
Passando pelo centro, vemos a estação local,à esquerda, em bom estado de
conservação, e seguindo em frente, ao final da cidade, junto a um conjunto
de armazens, tomamos uma rua a esquerda, em diagonal, mais um pouco e a
cidade acaba. Uma pequena subida e logo começamos a descer, logo a frente
encontramos uma bifurcação. Tomando à direita, entramos nesse momento no
antigo leito da ferrovia. Seguindo por ele, passamos por profundos cortes e
em um ou dois pontos, por trechos bastante enlameados. Ao final de 7 kms já
podemos visualizar o bairro do Pedrão e em mais um pouco alcançamos o antiga
estação do Pedrão, atualmente servindo de moradia e depósito. A partir daí a
estradinha se torna visivelmente menos percorrida. Prossegui em busca da
estação de Pedreira, que devia ficar a pouco mais de 5 kms adiante. Após
percorre quase isso, a estradinha fica intransitável. Parei o carro e segui
a pé. A antiga linha segue bordejando a encosta e dando bonitas vistas do
vale abaixo, do outro lado do vale vê-se o bairro São João. Em dois
pontos,vossorocas ameaçam engoli totalemente o antigo leito.  Percorri uns 6
km, até que o caminho atinge a baixada e volta a se tornar uma estrada, até
bem batida, mais a frente cruza-se o rio Lourenço Velho por uma antiga ponte
metálica da ferrovia. Mas nada de encontrar algum sinal da estação Pedreira.
Certamente já foi demolida há tempos. Voltei ao carro e com este até Maria
da Fé.
    O trecho todo, de Maria da Fé a Itajubá, daria um bom passeio de bike,
já que não há grandes obstáculos, embora seja um pouco curto ( 27 km ).

     Em busca da estação do Anil.

     Em Maria da Fé, voltei até a entrada da cidade e tomei a estrada para
Cristina. A estrada está muito mal conservada, apresentado muitos buracos.
No começo pode-se perceber que a linha corria paralela, à esquerda da
estrada de rodagem, mas 1 ou 2 km à frente, já não conseguia mais ver
qualquer indício da ferrovia. Prossegui até o alto da serra, e antes de
começar a desce-la, tomei uma estradinha à esquerda. Parei o carro ali mesmo
e segui a pé. Logo no início há uma bifurcação, é óbvio que o caminho da
direita é o antigo leito da ferrovia. Segui por ele, passando por cortes e
trechos de meia-encosta com vista do vale e da estrada de rodagem abaixo.
Não precisei andar mais de 40 minutos para encontrar os remanescentes da
estação do Anil, primeiro a indefectível caixa d’água e, logo após, a antiga
plataforma, só que no lugar do prédio, uma construção moderna, feita com
vigas de concreto e tijolos baianos. Parece que a construção serve como
depósito de fazenda. Achei interessante a utilização de trilhos para
suportar o telhado.
     Segui ainda por mais uns 10 minutos a frente, onde após passar por um
sítio e cruzar uma porteira, o trecho de estradinha acaba e começa o trecho
de trilha. No ano passado já percorri, à pé, o trecho todo, entre Maria da
Fé e Cristina, mas não achei o passeio muito interessante, primeiro pelo
trecho  de 5 ou 6 km onde se é obrigado a seguir pelo asfalto e em segundo
pelo trecho próximo a Cristina onde uma depressão junto a antiga linha foi
transformada no lixão local.
     Voltei então para Maria da Fé onde me hospedei no hotel Dona Marta,
dando por encerrado o dia.

     A estação do Ribeiro ainda estará de pé ??

     No dia seguinte, segui para Cristina, a fim de pesquisar o trecho entre
Cristina e Carmo de Minas e tentar localizar a estação do Ribeiro. A estrada
entre Maria da Fé e Cristina está em péssimo estado de conservação, havendo
um trecho em que o asfalto simplesmente sumiu !! Após chacoalhar até
Cristina, passando por inúmeros buracos, passei ao lado da antiga estação,
agora servindo de rodoviária, e segui em frente, acompanhado o leito da
ferrovia, agora convertido em estradinha.
     Quase 4 km a frente uma placa de trânsito impedido me causa estranheza.
Segui mais um pouco e encontrei o motivo da placa. A erosão havia levado
quase todo leito da estrada !! Parei o carro e segui à pé. Logo após
encontrei do lado direito as ruinas de antigas casas da turma de manutenção
da linha. Mais um pouco a frente e percebo que a linha segui por dentro do
que é agora um sítio,com porteira trancada. Após encetar esforços para
contornar o trecho, passando por outras propriedades, percebo que nos fundos
do sítio, há uma antiga ponte metálica, cruzando o riacho que corre pelo
fundo do vale que até então percorriamos. Logo acima há uma bonita cachoeira.
     Após a ponte, o mato cresce alto, e não consigo encontrar a continuação
do leito da linha. Presumo que ela siga em linha reta, e após voltar um
pouco e pegar uma estradinha à direita, passando por outras propriedades e
pulando duas porteiras, alcanço o ponto onde presumi que a linha continuava,
porém, bastou andar mais um pouco para ver que havia algo errado. Entrava
então em um vale lateral, com morros ingremes em toda volta. Não havia
desenvolvimento para o trem subir aquilo. Começei a elaborar a hipótese
maluca de que devia haver um túnel em algum lugar ali ! e de que ele havia
desabado, soterrando sua entrada ! Coisa de maluco mesmo, uma estrada
econômica como a Sapucaí não devia ter nenhum túnel na linha toda, de
Sapucaí até Santa de Rita de Jacutinga. Começava a ficar tarde, e como não
conseguia achar a continuação por aí e queria encontrar a estação do
Ribeiro. Resolvi ir para Carmo e tentar percorrer a linha no sentido
inverso, inclusive porque a distância era menor.
     Enquanto voltava para o carro, encontrei um morador local, o qual
interpelado por mim, explicou-me que aquele local era conhecido por “curva
da ferradura”, porque ali a linha dava uma volta de quase 180 graus,
voltando pelo outro lado do vale. Assim que ele me apontou o antigo leito na
encosta do outro lado do vale, vi que tinha procurado em todo lugar, menos
onde ela realmente estava. Realmente naquele local, o terreno estava muito
mexido pelas diversas pequenas propriedades que ocupavam a área, obliterando
completamente aquele trecho do leito. Mesmo assim resolvi voltar ao carro e
seguir para Carmo, já que não sabia o que encontraria se seguisse pelo leito.
     Em Carmo, passando pela estação local, que fica à esquerda da estrada
Cristina-São Lourenço, segui pelo antigo leito, o qual serve de estradinha
nesse primeito trecho. Mas a frente, bastante ocluido pelo mato, segui por
uma trilha na encosta à direita. Após passar por duas cercas e algumas
casas, voltei ao leito, agora com mato baixo. Segui por um bom pedaço pelo
leito, as vezes com pasto mais alto, as vezes mais baixo, até atingir uma
ponte metálica perdida no meio do mato. Nesse ponto segui pela trilha à
direita, cruzando um riacho por uma ponte de madeira e saindo num conjunto
de casas da fazenda São Gabriel. Passei por varias porteiras até sair na
estradinha de acesso da fazenda. Voltei por ela até quase o asfalto,cruzando
um pouco antes o antigo leito. Do lado esquerdo ( lado da ponte ) totalmente
ocluído pelo mato, do lado direito, passei por uma porteira de arame e segui
por pasto baixo. Após outra porteira de arame, o pasto se torna mais alto e
mais a frente bate quase na cintura. O mato crescido tornou difícil a
caminhada, e a hora adiantada me fizeram encerrar a excursão. Subi uma
encosta à esquerda, também com mato alto, até atingir o asfalto mais acima,
neste trecho a linha corria paralela ao asfalto. Voltei a cidade pelo
asfalto.
      Ao chegar ao carro resolvi voltar ao final do trecho percorrido e
seguir mais um pouco pelo asfalto para ver se encontrava alguma coisa. Não
preciso rodar mais 600 ou 700 m do final da caminhada para achar uma
porteira de arame à direita da estrada, e passando por ela e andando alguns
metros à direita, encontrar outra ponte metálica perdida no meio do mato.
Seguindo à esquerda, por um trecho aberto, cheguei a um ponto, onde não
consegui encontrar a continuação da linha. Encerrei ai minha prospecção, não
encontrando a estação do Ribeiro, mas sem saber se cheguei a passar pelo
trecho onde ela estaria. Vou ter que voltar e pesquisar o resto do trecho
para ter certeza.

travessia Marai da Fé-Pedralva

    Desanimado pelo tempo ruim desisti de viajar na quinta de feriado, mas
sábado pela manhã, vendo que o sol voltava a dar o ar da graça, mesmo tendo
acordado tarde, pelas 9:30, resolvi partir rumo a Maria da Fé, disposto a
caminhar até Pedralva, passando pelo Pedrão.
    Sai de casa pelas 10:40, para tentar pegar o ônibus das 11:30 para
Itajubá, da viação Transul. Cheguei ao Tiête ainda uns 15 minutos antes da
hora da partida. O ônibus seguiu  pela Fernão Dias e fez a primeira parada
em Pouso Alegre, passando depois por Santa Rita do Sapucaí, antes de chegar
a Itajubá pelas 15:50. Às 16:00 já saia um ônibus da Gardênia com destino a
Maria da Fé, a apenas mais 22 Km de distância, mas como o ônibus vai parando
pelo caminho para pegar e deixar passageiros,a viagem demorou uns 50
minutos. Após um trecho plano, a estrada sobe bastante, já que Maria da Fé
fica situada  numa altitude de 1200 m.
    Chegando a cidade, imediatamente segui para o Hotel Dona Marta, na rua
principal onde hospedei-me por R$ 25,00. Como já era por volta das 17:00 não
deu para fazer mais muita coisa, tampouco o tempo estava muito bom, de fato
as nuvens cobriam as montanhas mais altas ao redor da cidade como o pico da
bandeira  com 1800 m. Dei só uma sondada no trecho inicial da caminhada do
dia seguinte e uma volta pelo centro antes de retornar ao hotel para um
banho e descanso. Sai mais tarde para jantar, momento em que as já
conhecidas limitações gastronômicas da cidade ficaram bem aparentes. Não
restou muita alternativa a não ser degustar uma pizza na pizzaria Casa
Rosada. Antes de retornar ao hotel dei mais uma volta pela cidade, no
momento em que o termômetro marcava os 16° C e o suave friozinho da noite
era bem agradável.

     Levantei cedo, tomei o café da manhã às 7:30 e às 8:00 pus o pé na
estrada. Segui em direção a antiga estação ferroviária na avenida central da
cidade e passei a seguir a direção que a estrada de ferro tomava rumo a
Itajubá. A antiga linha já foi erradicada há muito tempo, mas dentro da
cidade podemos reconhecer por onde ela passava pela muretinha graciosamente
ondulada que corre sobre o canteiro central da avenida principal. Seguindo
então pela avenida, na direção oposta àquela por onde chegamos de ônibus,
até que a mureta acaba e as duas ruas paralelas se convertem em apenas uma
de mão dupla. Passei por um  centro de saúde, na encosta à  esquerda e
tomei  a segunda rua, em curva à esquerda. Logo a frente subi até um aterro
que corre em paralelo na encosta a esquerda, no que parece ser o resto do
antigo leito da linha.  Mais à frente, quando acaba o calçamento da rua à
direita, o aterro se prolonga numa estrada de terra, com um rio correndo à
direita e as últimas casas da cidade ficando para trás. A estrada então se
curva suavemente para a direita. Passei por uma porteira ao lado de uma
granja. A linha passava obviamente pelo terreiro da granja, mas a estradinha
segue paralela ao antigo traçado da linha. Passei por outra porteira e sobre
um riacho, à esquerda vemos os restos carcomidos do pontilhão da ferrovia.
Logo a frente após umas casas à esquerda, temos um trecho de lamaçal,
contornado por trilho na encosta à esquerda. Voltando a estrada, que agora
retomou o traçado da linha, passamos por uma porteira de arame. Neste ponto
a estrada toma a encosta à esquerda, subindo fortemente e abandonando o
traçado da linha de vez. Tomei um trilho pelo mato alto seguindo pelo antigo
leito em curva para a direita. Chegamos então a antiga ponte sobre o rio que
vínhamos acompanhando, do mesmo modelo das demais do ramal do Sapucaí,
metálica, com vigas longitudinais ligadas por treliça. Passei me
equilibrando numa das vigas e apoiando-me num precário corrimão feito de
arame e galhos fincados de tanto em tanto. Do outro lado do rio, já ouvindo
o barulho de uma queda, encontrei uma trilha a esquerda, que num minuto me
levou ao alto de uma queda de dezena de metros, mas aparentemente sem acesso
a parte baixa neste ponto. Voltei ao leito e segui agora por trecho onde
dois sulcos correm pelo mato alto. Mais a frente uma pilha de lenha denuncia
que a mata ciliar vem sendo abatida impunemente. Por trilha a esquerda desci
um pouco apenas para observar que grossas árvores da mata ciliar já tinham
sido cortadas e agoras as menores estavam virando lenha. Voltei ao leito e
segui em frente. Vi mais umas duas trilhas descendo a esquerda  alguma delas
deve levar a base da cachoeira anterior e provavelmente a outra queda mais
abaixo, coisa a ser explorada numa próxima oportunidade. Passei por pequeno
corte na rocha e por uns dois trechos empoçados que tiveram que ser
contornados pela esquerda. Quando cheguei a uma porteira de arame a
esquerda, dando acesso a uma roça de milho, passei por ela e tive uma visão
de todo vale do rio Lourenço Velho e do Pedrão,ainda encoberto de nuvens, e
outros dos paredões de rocha em morros ao redor, bem como da continuação do
leito na encosta a frente. Segui então em frente e o caminho se torna mais
limpo até desembocar na estrada que vai de Maria da Fé à vila do Pedrão. Uns
metros à frente, numa bifurcação, retomamos ao antigo leito da ferrovia,
agora transformado em estradinha e seguimos por ele por mais uns 5 km,
cruzando apenas com uma charrete, uma moto e uma bicicleta. Nesse trajeto de
tempos em tempos, a vegetação a esquerda abre-se e temos novas e belas
visões do vale e das montanhas ao redor. O caminho segue descendo
suavemente, quase sempre em corte, raramente na rocha e sem nenhuma obra de
arte.
    Pelas 10:00, avistei a vila do Pedrão à esquerda, encaixada num selado,
com o pico do Pedrão ao fundo. Segui mais 5 ou 10 minutos até a antiga
estação do Pedrão, mal conservada, atualmente sendo usada como residência,
do que dá testemunho a ligação de energia elétrica, a antena parabólica e
algumas roupas num varal nos fundos. Um pouco antes da estação  ainda existe
a antiga caixa d’ água da ferrovia.
   Pegando a direita antes da estação, em minutos subimos a vila do Pedrão,
umas duas dúzias de casas em torno de uma capela. Na subida já avistamos um
cruzeiro branco no alto da encosta atrás da vila e uma trilha subindo na
diagonal da esquerda para a direita que leva até ele. Para dar uma trégua na
caminhada por estradinha e ao mesmo tempo obter visão panorâmica, a idéia
era subir até o cruzeiro e depois seguir pela crista de pasto rumo ao
Pedrão. Quando cheguei a vila, quebrei a esquerda ( há um boteco na
esquina ) e subi, passando a esquerda da capela, aliás muito bem conservada,
num instante acaba o calçamento e a última casa, à direita, fica para trás.
Na bifurcação adiante, tomei a direita, sempre subindo. Aí fiz a primeira
bobagem, por distração passei pela entrada da trilha do cruzeiro sem vê-la.
Tudo bem, sabia que ao atingir o alto, podia acessar a crista por outra
trilha. Subi até o alto e quando a estradinha dobrou à direita e ia começar
a descer, passei ( na verdade me arrastei por baixo ) por uma porteira de
arame, que parece ter sido feita para nunca ser aberta, e subi pelo pasto,
rente a uma cerca, subindo pela crista. Quando a cerca virou a esquerda,
seguindo a crista, segui por ela, o pasto estava bastante mais alto que da
última vez que passei por ali, mas nada que dificultasse muito o progresso.
Pulei outra cerca transversal e ao atingir um alto onde 4 cercas se
encontravam, passei para o outro lado da cerca que seguia e prossegui pela
crista. A frente avistava-se o pico do Pedrão à direita e para trás, a vista
da vila encravada num selado lá embaixo é muito graciosa. Seguindo pela
crista, a próxima cerca tem uma brecha o que evita termos de pula-la. Na
segunda não tem jeito, só passando por baixo. Do lado esquerdo da cerca de
crista surge então um cafezal. Desci a uma baixada e antes da próxima cerca
resolvi cair para a direita. Ao fundo da crista, teríamos que contornar uma
encosta formada por lajes de pedra e mata arbustiva fechada que preferi
evitar. Desci a encosta íngreme de pasto até esbarrar em outra cerca com um
casebre após ela, pulei por cima dela e virando a esquerda e logo chegando
até outra cerca que passei por baixo, saindo num final de estradinha. Desci
por ela uns minutos e logo sai em outra estradinha, essa a que dá acesso ao
Pedrão. Segui então para a esquerda, no princípio pelo fundo do vale, mas
logo subindo forte. Essa estrada está fortemente erodida, nenhum carro
normal subiria por ela, acho que até de jipe teria que ser meio louco para
subi-la. Ao atingir um mata-burro, parei a sombra para descansar um pouco.
Segui em frente subindo forte e com as erosões se tornando ainda mais
fundas. Atingi o alto pelas 12:00. O topo consiste de largo trecho plano de
pasto, onde uma rebanho pastava tranqüilamente. Seguindo em frente até o
lado oposto, passei por um mata-burro e logo cheguei ao alto do paredão de
granito que constitui a face norte do Pedrão. Desse lado uma cruz branca de
madeira e metal marca o alto do paredão. Parei na base do cruzeiro para
apreciar a vista norte. Aí percebi que Pedralva era muito mais longe do que
eu me lembrava . E pensei ainda vou ter de andar muito ! Pelas 12:15, segui
pela trilha que seguia para a esquerda descendo aos zigue-zagues e que eu
ingenuamente achei que desceria para a base do lado norte. Se tivesse a
visão da face norte que tive depois veria que isso era improvável. Todo lado
norte, assim com parte dos lados oeste e leste são puro granito, descer ali
só rapelando mesmo. Mas a trilha estava ali e começava a descer,
aparentemente dando uma volta para oeste. Desci por ela até passar uma
tronqueira e entrar num bananal. Após mais algumas voltas pelo bananal,
sempre descendo, cheguei a uma bica d’água. Ali a trilha acabava. Ainda
perdi tempo procurando uma continuação mais abaixo no bananal, mas nada.
Comecei a voltar e ainda procurei alguma outra saída `a esquerda. Num ponto
ultrapassei o bananal e na encosta de pasto além, segui uma trilha que
contornou o monte por um tempo para acabar em nada. Tive que voltar ao
cruzeiro e como única opção descer por onde tinha subido. Com isso perdi
quase uma hora. Desci até o fundo do valezinho, mas ao invés de subir a
encosta de pasto por onde tinha descido, segui pela estrada. Ao chegar a um
grupo de casas, segui descendo a esquerda e rapidamente cheguei a estrada
que descia da vila do Pedrão, tomando-a para a esquerda, rumo a Pedralva,
ainda a quase 13 km de distância.
     O resto da caminhada foi por estrada de terra. Conforme descia pude
ter uma visão cada ver melhor do Pedrão e das suas encostas quase verticais
de granito. Deu para ver que a trilha que eu esperava encontrar realmente só
existia na minha imaginação. O cruzeiro onde estivera a pouco foi ficando
cada vez menor até se tornar uma manchinha branca no alto do morro. Ao
chegar ao fundo, numa bifurcação, peguei a direita, cruzando um rio. Na
seqüência, prossegui  por trecho plano por um tempo, para depois subir um
pouco, atingindo uma alto e descendo de novo. Numa bifurcação mais à frente,
tomei à esquerda, seguindo a placa “rodovia”. Nova subida suave, seguida de
descida. Acabei, pelas 15:40, desembocando na rodovia que liga Itajubá a
Pedralva. Segui então para a direita pelo asfalto por mais cerca de 3 km até
o trevo de Pedralva. Encontrei um pessoal parado na beira da rodovia e
perguntei onde poderia pegar o ônibus para Itajubá, responderam-me que ali
mesmo e que eles também estavam esperando. Eram 16:10, em 2 ou 3 minutos o
ônibus passou e segui nele para Itajubá, chegando lá às 17:00. Ainda deu
tempo de comprar a última passagem de volta a São Paulo pelo Transul, das
18:00. O retorno foi rápido e às 21:30 cheguei ao Tiête.
     Pois é parece que Maria da Fé tem algum feitiço, porque toda vez que
vou até  lá, o que planejo fazer não dá exatamente certo, mas sempre
descubro novas “atrações” e encontro motivo para retornar. Esta já foi a
quinta vez que fui até lá e agora penso em retornar uma sexta vez para
pesquisar aquelas trilhas de acesso as cachoeiras.

Relato: Pico da Bandeira de Maria da Fé

         O ponto culminante do município sul-mineiro de Maria da Fé é conhecido localmente como pico da Bandeira. Coroado de antenas ele pode ser acessado de carro por estradinha, mas eu estava a pé!

          Do centro da cidade, para quem está em frente à Maria fumaça conservada como monumento junto à antiga estação ferroviária, o pico está na direção oposta a da estação.

           Deixando então a estação do lado esquerdo e seguindo pela avenida que ocupa o antigo leito ferroviário, em uns 10 minutos chegamos a uma bifurcação em “T”, junto às fábricas de batata frita, principal indústria da cidade. Viramos então à direita e em pouco saímos da área urbana. A estrada começa a subir lentamente. Logo passamos pela fazenda Estância, à direita, e a subida se torna mais íngreme. A estrada vira para a esquerda e vai contornando a montanha enquanto sobe.

          Em 2.5 km passamos por uma bifurcação. À esquerda seguiríamos para o bairro Lagoa, mas a rota é pela direita, continuando a subir. Enquanto subimos vamos percebendo que estamos passando para a face oposta da crista. Mais 1 ou 1,5 km depois, próximo a uma casa grande do lado esquerdo da estrada, encontramos, do lado direito, uma entrada provida de rampa cimentada. Seguimos por ali subindo ainda mais forte.

         A subida agora é aos zigue-zagues, alternado trechos de terra com outros cimentados. Até que finalmente avistamos as antenas já próximas. Do lado direito da estrada a vegetação se abre e temos então vista da cidade ao fundo do vale, de Itajubá mais longe e do Marins, ao fundo, do lado esquerdo, bem como da morraria verdejante entre nós e ele.

         Subindo mais um pouco e tomando uma trilha entre as antenas, entro na mata que guarnece o resto da crista e a maior parte das encostas da mesma. A trilha, após um trecho plano que até serviria de ótima área de camping, fica mais fechada e passa a descer rapidamente. Para onde, só posso especular que retorne a estrada mais abaixo, isso se não se perder completamente na mata. Quem sabe?

          Retorno então ao mirante e gasto mais algum tempo admirando o panorama. A caminhada consumiu cerca de uma hora e deve ter aproximadamente 5 km e cerca e 400 metros de desnível ou pouco mais.

          Enfim é hora de descer, só que a planejo descer por outro caminho. À esquerda do mirante, uma trilha desce ferozmente acompanhando no início uma linha de postes de força. Logo a trilha passa a ziguezaguear, reduzindo o forte declive e desviando de trechos obstruídos pela vegetação. A descida é escorregadia e me obriga a ir me agarrando as árvores para não cair.

          Pouco a pouco a declividade diminui e a trilha vai se desviando para a direita. A mata nativa vai sendo substituída por um reflorestamento, por dentre o qual avisto ao fundo do vale, uma casa. Chego então a uma bifurcação. Sigo a esquerda, descendo novamente de maneira forte e tomando um ou dois tombos.

          Enfim a trilha desemboca em outra mais larga que desce suavemente da direita para a esquerda. Para chegar a ela tenho que saltar um último degrau. Passo então a subir para a direita. Na demora a trilha chega a seu ponto mais alto e volta a descer, agora estou indo na direção da cidade, ainda bem! A trilha é interrompida por um cerca, sem porteira. Para evitar ter de passar sob ela, subo pela direita já que ela parece terminar logo acima, mas esse contorno é meio chato, devido ao grande número de cipós entrelaçados. Acabo conseguindo contornar a incômoda cerca e volto a descer a trilha.

          A trilha sai da mata, volta a subir um pouco, e depois volta a descer. Atravesso outra cerca, agora provida de porteira e o caminho vira uma estradinha precária. Nova baixada e curta subida me levam a uma curta crista. Para trás avisto o pico já bem mais acima, só as antenas em meio à encosta de mata. Volto a descer, passo por uma última porteira e em pouco chego às casas da Fazenda Estância. Cruzo com um morador que cumprimento e que não demonstra nenhuma surpresa por me ver por ali. Esse é o verdadeiro espírito mineiro! Sigo em frente e saindo pelo portal da fazenda chego a estrada por onde vim, seguindo de volta a cidade e para minha pousada, um banho e mais tarde um delicioso jantar. Fim de mais uma tarde bem aproveitada em Maria da Fé.

Relato: Circuito Maria da Fé-Pedrão

        Esse é outro roteiro de bike que fiz a pé. O percurso todo é por estradinha, sendo apenas os últimos 2 km de acesso ao Pedrão em estado precário, só acessível a jipes.

        O circuito começa e acaba em Maria da Fé, aprazível cidade sul-mineira. Inicio a caminhada em frente à antiga estação ferroviária. Com a antiga locomotiva a minha esquerda, sigo no rumo oeste pela rua por onde outrora corriam os trilhos. Em cerca de 1 km chego a uma bifurcação em “T”, junto às fabricas de batata frita. Tomo a direita, na mesma direção que tomei anteriormente para subir o pico da bandeira.

         Em uma centena de metros o calçamento acaba, saio do perímetro urbano e a estrada começa a subir. Cerca de 1,5 km depois chego a uma bifurcação, marcada com a placa “Lagoa”. Tomo a esquerda, exatamente na direção do bairro Lagoa. O Caminho nivela e sigo bordejando a encosta. Por algumas brechas na vegetação, à esquerda, tenho vista panorâmica do vale do rio Lourenço Velho e das encostas rochosas ao redor, entremeadas de vegetação. Nessa hora da manhã ainda há neblina sobre algumas baixadas. A paisagem é muito bonita. O percurso segue por trechos de mata nativa, com um ou outro sítio disperso.

       Com 5 km e pouco, na próxima bifurcação, tomo a direita, ligeira subida seguida por uma descida forte. Começo a avistar, à esquerda, as casas do bairro Lagoa, mais densamente povoado do que eu imaginava. Chegando quase ao fundo, encontro nova bifurcação em “T”, na qual sigo para a esquerda, passando pelo “centro” do bairro.

       Subo muito pouco e numa bifurcação antes da igreja, tomo a esquerda e logo na seqüência, à direita, iniciando uma subida forte, mas curta. Logo passo pelo alto de um morro, perco a visão do bairro e passo a descer.

       Ignoro uma primeira saída à direita, que parece só levar a uma casa mais à frente, e cem metros depois, na próxima bifurcação, tomo à esquerda, subindo forte novamente. Não demora muito chego novamente ao topo de outro morro e volto a descer, de modo mais suave.

        Logo começo a avistar o paredão rochoso do Pedrão à frente e um pouco à direita. Sigo então por alguns quilômetros, por entre plantações de banana e algumas casas, voltando a subir lentamente. Na bifurcação seguinte, sigo em frente.

        Completados 13 km de caminhada, chego ao bairro do Pedrão. Percorro 100 metros de calçamento e chego a um entroncamento. À direita temos a bonita igrejinha do bairro. Sigo para a direita, logo o calçamento acaba e passo a descer suavemente. Na primeira saída à esquerda, sigo por ali e começa uma forte subida.

         A estrada nivela, passa entre algumas casas, e depois segue na direção de um selado, à esquerda do Pedrão. Nesse ponto a estrada piora bastante, impossibilitando que qualquer carro baixo prossiga. Se você pretende apenas visitar o Pedrão, sem fazer a caminhada, mas não tem um jipe, a opção é parar o carro na última casa e dali seguir a pé esses últimos dois quilômetros. Logo a subida se torna íngreme e escorregadia. Do lado esquerda, no meio da subida foi construído um oratório, que parece conter uma bica d’água, mas que estava seca nesse dia. Quando chego ao selado, a estrada vira para a direita e continua subindo, um pouco menos íngreme. Enfim chego ao alto, e a estrada vira um trilho no pasto. Assusto algumas vacas enquanto procuro o cruzeiro que marca o alto da pedra. Acabo caindo mais para a esquerda do que esperava, passando por um mata-burro e chego então ao cruzeiro.

       Dali a vista é desimpedida para o norte e a cidade que se avista a frente é Pedralva. Do outro lado é possível avistar Itajubá, bem maior, mas Maria da Fé esta escondida em seu vale e não dá para vê-la. À minha frente a encosta rochosa é vertical, caindo até os pastos lá embaixo. Passo cerca de uma hora por ali, faço um lanche e antes de ir embora ainda assisto a decolagem de um paraglider!

       O retorno é pelo caminho da vinda até o bairro do Pedrão. No trecho mais íngreme, enquanto desço, vejo um motoqueiro que subia, tomar um tremendo tombo.

       Chegando ao bairro, sigo direto, deixando a igreja à direita. Mais 100 metros e o calçamento acaba, passo então a descer suavemente até a antiga estação do Pedrão, mal conservada e utilizada como residência ou depósito. Enquanto tento tirar uma foto dela me assusto com dois cachorros que avançam sobre mim e me convencem a afastar-me do local. Sigo então pelo antigo leito da ferrovia, agora convertido em estradinha vicinal, passando ao lado da antiga caixa d’água. A seqüência da caminhada é tranqüila, suave subida bordejando a encosta, passando por alguns cortes cavados na rocha, num total de cerca de seis km. Quase chegando à cidade, a estrada abandona o leito e segue para a esquerda, subindo forte por um curto trecho. O antigo leito segue em frente, mas logo a frente sofreu erosão e foi tomado por uma voçoroca, como pude constatar em uma visita anterior, além disso, mais a frente o leito cruzava um rio e a ponte ferroviária era formada por duas vigas longitudinais ligadas por uma treliça, sobre as quais eram fixados os dormentes, os quais obviamente foram retirados juntos com os trilhos a muito tempo, ou seja, só dá para passar perigosamente se equilibrando nas vigas.

          De modo que sigo pela estrada, que logo nivela, alcança o calçamento e chega à mesma bifurcação em “T” do início do trajeto, tomo então à direita e um quilometro depois estou de volta a estação.

          O percurso todo tem 29 km e me tomou 8 horas, contando 1 hora parado no Pedrão.

Relato:Circuito Maria da Fé-Mata de Cima

        Outro circuito de bike em Maria da Fé, que também fiz a pé, é esse que passa pelos bairros de Posses, Mata de Baixo e Mata de Cima. E ainda sobe um pouco mais e perto do ponto mais alto do percurso, a paisagem se abre à direita, dando linda vista da crista Marins-Itaguaré.

        Começo novamente em frente à antiga estação ferroviária, junto à locomotiva, mas sigo para leste, rumo ao trevo na entrada da cidade, como na outra vez, ando pela rua paralela ao leito da finada ferrovia, só que no sentido oposto. Chegando ao trevo, sigo para direita, rumo a Itajubá. Na direção oposta iríamos para Cristina. Cerca de 2,5 km desde a estação, chego ao posto de gasolina Alto da Serra, do lado esquerdo do asfalto. Ali abandono o asfalto e tomo à esquerda, pela estrada que era de terra, mas agora passa por obra de calçamento, rumo ao bairro das Posses. A estrada sobe um pouco, depois nivela e passa a bordejar a encosta à esquerda. Á direita a paisagem se alarga e além das encostas semeada aqui e ali de cafezais, vejo o asfalto que desce para o vale do rio Lourenço velho pela encosta oposta, além de algumas elevações mais distantes.

       O Calçamento termina e sigo pela estrada de terra e deixando a visão do vale para trás.  Menos de 2 km desde o posto e passo por uma curva, seguida de uma ponte sobre um riacho. Rio esse que forma o vale avistado a pouco, e que depois aflui para o Lourenço Velho. Antes da ponte há uma saída à esquerda, mas parece ser só o acesso a alguma fazenda.

       Poucas centenas de metro e uma pequena subida, chego a outro trecho calçado entre casas. Cheguei ao bairro das Posses. Sigo em frente e passo por uma igrejinha à direita, de onde saem muitas pessoas, aparentemente acabou a missa há pouco. Prossigo em frente e, poucas dezenas de metros à frente, acaba o calçamento. A caminhada volta a ser bem agradável, cercada de mata e pontilhada de araucárias, entremeada de pequenos campos. Um bando de papagaio passa sobre mim ruidoso. Ando um bom trecho sem avistar nenhuma casa e o sol que ainda está baixo no horizonte deixa boa parte do trajeto à sombra. Ainda bem!

       Temos então uma subida aos zigue-zagues e, 5 km após as Posses, chego ao bairro de Mata de Baixo e a mais um trecho calçado. A estrada corre por entre algumas casas e alguns barzinhos rurais. Faz uma curva para a esquerda e pouco à frente avisto um campo de futebol à esquerda da estrada. Resolvo parar ali na sombra do vestiário à borda do campo. Nessa altura O sol já começava a ficar forte! Passei então por um quebra-corpo e me instalei a sombra para um descanso e uns goles d’água. Enquanto descansava, me distrai observando o bairro incrustado na baixada e totalmente circundado pelos morros. Não dá para dizer que o lugar fosse muito bonito, mas certamente era pitoresco.

       Descansado, voltei à estrada, e retomei a caminhada. O calçamento acaba logo à frente e a subida recomeça. Ignoro a primeira saída à direita e 4,7 km depois chego ao bairro de Mata de Cima, menor que o anterior. Nova saída à direta é desprezada e após mais um trecho quase plano, lá vem nova subida. Na próxima bifurcação, sigo à direita, ou em frente. À esquerda talvez seja só o acesso à casa que avisto mais à frente daquele lado.

         Chego então a um alto, a vegetação se abre à direita e me surpreendo com a lindíssima visão da crista Marins-Itaguaré ao longe. Maravilhoso! Mas logo desço um pouco e perco a vista da crista. Atenção porque aqui temos uma bifurcação chave. Devo tomar a saída à esquerda. A continuação em frente, bem mais batida, é a estrada principal, e leva a Virginia, porém essa cidade está bastante longe ainda, e meu plano é retornar a Maria da Fé por outro caminho, tomo então à esquerda. Mais antes de continuar, paro num providencial banco sob a sombra, para uns goles d’água e um descanso. Estou na metade do percurso e já acumulo mais de 4 horas de caminhada.

         Continuo então, e poucas centenas de metros adiante, tomo à esquerda novamente e agora a estrada se estreita, virando quase uma trilha, fica íngreme e empedrada. Mas em 300 metros chego a um alto e encontro nova bifurcação, seguindo pela direita. Prossigo por trecho quase plano e certamente pouco trafegado. Passo por um galpão à direita, junto à bifurcação que ignoro, seguindo em frente. Nessa altura, olhando para trás, avisto novamente a crista Marins-Itaguaré, agora pela última vez, já que pouco mais à frente a estrada começa a baixar, primeiro lentamente, e depois fortemente. Que pena! A descida agora é feroz e só suaviza 2 km à frente, quando a estrada bifurca e tomo o ramo esquerdo. Logo a frente há uma capela, e contíguo a ela, um rancho, provavelmente usado nas festas locais. Passo pelo portão, apenas encostado, e me aboleto numa das cadeiras a sombra, já é hora do lanche. Ainda procurei um banheiro nos fundos, e o encontrei, trancado! Paciência, tive usar a popular moita.

          O descanso foi providencial e a sombra idem, mas tinha de continuar a caminhada, dali só sairia a pé mesmo. O caminho desce mais um pouco, passa pelo fundo de um vale, por algumas casas e depois recomeça a subir. O trecho mais forte de subida foi um longo zigue-zague até que cheguei a um selado, e olhando para trás pude ver boa parte do trecho percorrido à pouco, desde a descida antes da igreja até o ponto atual. Bonito vale!

          Passado o selado, volto a descer, e não demora muito avisto o bairro Reserva, bem à esquerda. Destaca-se a igreja, relativamente grande, com sua frente ornada de palmeiras. Mas não chego nem perto do bairro, chego sim a uma bifurcação, onde o lado esquerdo leva a bairro Reserva. Sigo pela direita. Mais 1,5 km e chego à nova bifurcação, junto a um ponto de ônibus. Tomo de novo à direita.

          Ando 2 km e chego a novo a um trecho calçado. Estou de volta ao bairro das Posses. Passo sobre um riacho e subo um pouco, chegando a uma bifurcação em “T”. Vim da direita e é por lá que volto. Daí para frente retorno por onde vim. São cerca de 6 km sem surpresas.

         O trajeto completo dá 36,6 km e me tomou 8 horas de caminhada.

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