Arquivo mensal: agosto 2015

Travessia São Francisco Xavier – Monte Verde

    A muito badalada Monte Verde e a menos frequentada São Francisco Xavier são bastante próximas apesar de uma ser mineira e a outra paulista, porém são separadas pela serra da Mantiqueira, sobre cuja crista passa a fronteira SP/MG.

A travessia São Francisco Xavier a Monte Verde é uma caminhada já clássica. Há na verdade três trilhas cruzando a serra e interligando as duas povoações. Uma delas, a chamada trilha do caçador ou da revolução, por atravessar propriedade particular cuja dono levanta proibição de passagem vem sendo pouco trafegada. Das outras duas, resolvemos subir pela trilha do Jorge, reservando a trilha da Fazenda Santa Cruz para o retorno.

Saindo da praça central de São Francisco Xavier na direção Oeste, seguimos pela estrada de Joanópolis. Logo acaba o calçamento e na bifurcação a frente seguimos à direita por poucos metros para logo a frente tomar a esquerda.

Começamos a subir em direção a serra. Deixamos para trás algumas casas e seguimos subindo cada vez mais.

Ao fim de 1:30 ou 2 horas chegamos ao final da estrada, na fazenda Monte Verde. Poderíamos ter vindo até aqui de carro, só que planejamos descer pela outra trilha e de qualquer forma teríamos de retornar até aqui para retoma-lo.

Passamos por uma porteira, deixamos uma última casa à esquerda e a estradinha vira uma trilha bem sombreada por dentro da mata de encosta.

Não é preciso se preocupar com água, 4 pontos se sucedem durante a subida e outra durante a descida.

Muitos ziguezagues e cerca de 2 horas depois , alcançamos o alto da crista e encontramos uma bifurcação. Seguimos pela esquerda e subindo ainda um pouco, desembocamos numa clareira junto a um bloco rochoso de onde temos ampla visão dos dois lados da crista. É a chamada Pedra da Onça. Duas pessoas já armavam um barraca por ali.

Após meia hora de descanso e contemplação voltamos a bifurcação. Seguindo para o outro lado, a trilha desce e sobe alguma vezes por dentro da mata. Cruzamos um trecho de mata conhecida como Floresta encantada. Mais a frente, entramos num trecho onde os bambuzais predominam. Um riacho é cruzado. Após cerca de 1:30 horas a trilha começa a descer fortemente. Chegamos a um riacho mais largo, cruzado por cima de um tronco. Pouco a frente passamos por uma cerca e logo desembocamos no final de uma rua, junto a um hotel Guanxi, ainda em obras. É o final da rua Taurus. Seguindo por ela logo saímos na avenida. das Montanhas e descendo por ela acabamos na rua principal junto ao banco Bradesco.

Em Monte Verde há uma infinidade de pousadas onde pernoitar, mas se a ideia for economizar, a sugestão é seguir pela rua principal para a direita até o bairro operário, onde diversos moradores alugam quartos ou as casas por preço bastante módicos.

O retorno, no dia seguinte, foi pela trilha da fazenda Santa Cruz. Voltando pela mesma avenida das Montanhas. Logo após passamos sob um portal, deixamos a saída da rua Taurus, à esquerda e subimos agora fortemente rumo a crista da serra.

Chegando ao alto, passamos pelo estacionamento onde os turistas que pretendem visitar as pedras da crista deixam os carros e seguimos em frente.

A estradinha vira uma trilha. Deixamos a trilha de acesso ao chapéu do Bispo à direita e seguimos em frente. Logo chegamos a saída a esquerda que leva as pedras Redonda e Partida. Seguimos para um ataque as duas pedras. A Redonda por se mais perto costuma ter bem mais pessoas. À partida poucos chegam.

Retornando a trilha principal. Seguimos em frente. Logo passamos uma porteira de começamos a descer forte. Muitos ziguezagues abaixo, quando a trilha se alarga e chega a uma larga ponte. Tomamos uma discreta trilha à direita e em pouco chegamos a cachoeira da Onça, pequena e graciosa queda com poço.

Voltando a trilha principal, seguimos em frente e dali a pouco chegamos a fazenda Santa Cruz, em frente a qual, há uma porteira trancada. Salta-mo-la e subimos a encosta a frente, chegamos a uma estradinha que tomamos para esquerda. Na bifurcação poucos metros a frente, tomamos à esquerda, descendo.

Quando a estrada vira à esquerda entrando numa outra propriedade, seguimos em frente por trilha mal marcada. Passamos uma porteira e seguimos descendo suavemente até chegamos a uma cerca dentro da mata.

Ali pulamos a cerca em local onde o entortamento dos arames atestam que muitos já fizeram o mesmo. Perdemos alguns instantes até visualizar uma trilha dentro da matinha. Após alguns metros a trilha fica óbvia e logo sai da mata e segue por capim alto, sempre descendo suavemente. Um ou outro aglomerado de samambaias eventualmente tem de ser rompido com as mãos.

Enfim chegamos aos fundos de outra propriedade. Deixamos uma grande laje rochosa à esquerda, passamos entre algumas casa e saímos num fim de estradinha.

Dali é só descer direto pela estradinha até chegar na estrada mestra que vem de Joanópolis e segue para São Francisco. Bem no entroncamento há um ponto de ônibus. Descendo por ela para a esquerda, em 3 km chegamos a cachoeira Pedro David, do lado esquerdo da estrada, e após curta subida, descemos mais 3 km até a praça central de São Francisco. Onde tudo começou no dia anterior.