Pedra do Caxambu e cachoeira da Esmeralda

A pedra do Caxambu sinaliza o final da crista da serra homônima, contraforte da serra da Bocaina na divisa entre os municípios de São Jose do Barreiro e Arapeí. Acabei subindo até a sua base por mero acaso. Procurando pela cachoeira da Esmeralda, resolvi após visitar a pequena queda, subir um pouco mais a estradinha por onde viera. Avistando uma interessante formação rochosa no topo da crista, segui subindo a estrada até seu final e percebendo que a encosta desimpedida de pasto acima não apresentava qualquer dificuldade, prossegui até seu topo.

O acesso mais direto é passando por São José do Barreiro, prosseguindo pela estrada dos Tropeiros como que indo para Arapeí ou Bananal. Cerca de 8 km após o Barreiro temos o bairro do Formoso. Saindo do asfalto na rua junto à pracinha à direita, siga reto até sair do perímetro urbano. Mais 8 km de estrada de terra, quebre à direita na bifurcação e logo passara por um portal que sinaliza que se chegou ao bairro do Máximo.

Seguindo em frente, passará por curto trecho calçado e um bar à direita. Na saída do trecho calçado siga pela esquerda. Na próxima bifurcação, de novo à esquerda, seguindo a placa “Balneário Por do Sol”. A estrada começa a subir. Passado o balneário, temos nova bifurcação, onde segui novamente pela esquerda. Aliás, parei o carro junto à bifurcação, pois a estrada, além de piorar mais acima, também é muito estreita e não há a possibilidade de estacionar sem fechá-la.

Logo cruzei o riacho e segui subindo com o rio agora a minha direita. Em pouco uma placa “Cachoeira da Mata” posta por algum grupo de motoqueiros marca a entrada da trilha que leva a mais conhecida cachoeira da Esmeralda. O nome cachoeira da Mata designa com maior freqüência outra cachoeira, que fica na estrada do cachoeirão, cuja saída do asfalto fica logo antes do Formoso.

Entrando na trilha, logo desci a beira do rio. Logo abaixo uma corredeira provida de uma jacuzzi natural convida ao banho, mas cruzando o rio e tomando a trilha do outro lado, vamos subindo o rio pela sua margem esquerda, para em poucos minutos voltar a sua margem. Daí já se avista a queda, mas ainda é preciso seguir pelo leito, pulando de pedra em pedra e saltando um degrau rochoso final antes de atingi-la. A seus pés um fundo poço de cor esverdeada explica porque o nome de cachoeira da Esmeralda.

O local é extremamente aprazível, encravado em um raso cânion, cercada pela mata, não há como não mergulhar nas frias águas do poço. O local parece não ser muito freqüentado, o que só aumenta o encanto, não obstante já haver alguns nomes rabiscados no musgo que recobre as rochas ao redor.

Após ter me refrescado com o banho, voltei à estrada e só por curiosidade segui subindo por ela. Logo passei por uma casa à direita e pouco depois ignorei uma saída à esquerda, aparentemente menos usada. Acabei chegando a uma porteira de varas. Saltei-a e cheguei a uma casa, aparentemente não habitada,

Passei pelo lado direito da casa e cruzei uma tronqueira ao fundo. Acima já avistava a pedra. Segui pela trilha evidente, subindo. Quando a trilha virou a direita e nivelou, passei a subir pelo pasto, caindo também um pouco para a direita. Saltei uma cerca e segui subindo, agora para a esquerda, desviando de algumas paredes rochosas,

Perto do rochoso, encontrei marcadas trilhas de vaca que aos zigue-zagues me levaram a crista logo acima. Segui subindo pela crista, desviando de um matacão pela esquerda.

Acabei chegando a um capão de mata, mas foi fácil encontrar uma trilha de vaca pela mata e segui subindo caindo um pouco para a esquerda. Quando a mata acabou, comecei a bordejar pelo pasto para a esquerda. Logo cheguei ao topo da crista e entrei em novo trecho de mata, cruzando-o de novo por trilha de vaca, onde, aliás, algumas das ditas se encontravam, para logo saírem correndo de mim.

Quando a mata acaba, poucos metros de aclive pelo pasto, semeado de bosta me levam a base da pedra. Chegando a ela, vejo que o paredão de rocha é vertical, tanto ao norte, quanto ao sul, só do lado oeste, onde estou, a subida parece mais praticável. Ainda subo os primeiros degraus rochosos, mas acabo percebendo que o acesso ao topo é uma escalada, e não das mais fáceis. A rocha fica quase vertical, molhada e escorregadia. Uso de corda seria imprescindível para o acesso ao topo. Dando-me por contente por ter chegado até ali, apenas sento-me para um descanso enquanto contemplo o visual da baixada ao norte.

O retorno foi feito pelo mesmo caminho. A subida desde a cachoeira levou cerca de 1:30 hs e subi uns 500 metros de desnível. Acrescento que aparentemente, haveria uma rota paralela, á esquerda da que segui. Pelo que parece, na ultima bifurcação da estradinha, que ignorei, a esquerda leva a outra casa donde uma trilha parece levar a outra casa, bem mais acima na encosta, donde parece não haver problema para alcançar a crista subindo pelo pasto. Ignoro se seria mais fácil subir por ali. Acho que não.

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