Pico Agudo – Lavrinhas

      Durante a subida do Capim Amarelo, após um trecho pela crista na direção Oeste-Leste, subitamente a trilha quebra para a esquerda e segue na direção norte rumo ao cume, mas quem olha do cotovelo em direção ao sul, nota que uma crista secundária desce rapidamente dali, terminando abruptamente num cume. Esse cume, conhecido como pico Agudo, de cima nem parece tão interessante, mas visto do vale, das proximidades do bairro de Capela do Jacu, destaca-se bastante na paisagem serrana. 
       Há trilha de acesso ao cume do pico Agudo a partir na fazenda 
Santana, situada alguns quilômetros após o bairro da Capela, porém o 
proprietário exige que se peça autorização com antecedência para permitir o acesso. 
O caminho mais fácil para o bairro da Capela é seguindo pela Dutra, 
pegar o acesso a Lavrinhas. Passando pela pequena cidade, pouco após, há uma saída à direita que leva aos bairros de Pinheiros e Capela do Jacu. Chegando ao bairro de Pinheiros, numa bifurcação em T, segue-se para a esquerda. No próximo trevo, tomar novamente à esquerda. Atravessando então o bairro da Capela, seguimos mais alguns quilômetros até chegarmos à fazenda que fica à direita da estrada. 
        Naquele dia, a porteira estava aberta, possivelmente porque o 
caseiro já estava avisado pelo proprietário, mas não sei se ela fica sempre aberta. Pouco a frente paramos junto a casa do caseiro para nos identificarmos. Após, seguimos pela estradinha e logo começamos a subir fortemente. A estradinha da fazenda estava em boas condições e não houve problema para chegar até o chalé, onde a estrada acaba. Do chalé já temos um bonito panorama da baixada. No total a estradinha dentro da fazenda tem cerca de 3 km e um razoável desnível. 
Paramos o carro à direita da “rotatória”, conforme nos orientou o caseiro, para não atrapalhar caso o proprietário viesse naquele dia. Num ranchinho à esquerda, uma torneira nos abasteceu de água. Iniciamos a caminhada subindo pelo final da estradinha. Logo à frente a estrada acaba e vira uma trilha bastante aberta. Em pouco a trilha parece bifurcar. A esquerda é a que sobe e a trilha fica bem mais fechada. Esse é o caminho. A trilha acaba nivelando e passa a bordejar para esquerda, entrando na mata mais fechada. A trilha alterna trechos mais limpos com outros onde ter um facão não seria mau. Alguns galhos caídos e muitos cipós se enroscando sucedem-se. 
       Chegamos enfim a segunda e última bifurcação dessa trilha, que 
pode até passar despercebida. A esquerda desce por uma centena de metros até alcançar um riacho, última fonte d’água. Seguimos pela direita e vamos subindo aos zigue-zagues. O trecho inicial após a bifurcação está bem mais aberto do que o trecho anterior, mas conforme vamos subindo a vegetação começa a diminuir de porte e a trilha torna-se mais fechada. Em alguns pontos a trilha fica tão estreita que fica até difícil achar onde pisar. Lentamente vamos contornando a crista até que saímos do mato fechado e emergirmos na crista, ao norte do cume. O trecho final de subida é pelo capinzal que cobre a crista. 
       Chegamos então ao cume do pico Agudo após cerca de 2:30 hs de 
caminhada. Bela vista das baixadas ao sul e também da crista principal da
Mantiqueira ao Norte. Após uma hora no cume, descemos em tempo ligeiramente menor, 
parando no riacho para nos refrescarmos um momento.

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