Arquivo mensal: novembro 2014

Circuito Gomeral

Gomeral é um bairro rural de Guaratinguetá encravado em plena
encosta da serra da Mantiqueira. O acesso mais direto é atravessando a
cidade de Guará, seguir rumo ao bairro de Pedrinhas, no sopé da serra, e
prosseguindo em frente, subir a estrada que após um trecho inicial asfaltado torna-se de terra.
Um dos pontos notáveis da região é a chamada Pedra Grande, cume
rochoso encravado em um contraforte da serra. É possível acessa-la a partir de duas trilhas que saem de pontos próximos da estrada de acesso ao bairro. Optamos pela primeira opção, próxima à pousada Além das Nuvens.
Deixamos o carro na frente do restaurante Tão do Gomeral, pouco à
frente, e retornamos caminhando pela estrada. Passamos pela pousada Donana e um pouco antes de um riacho à direita, cruzamos uma tronqueira. A trilha faz uma curva e começa a subir a encosta, porém é uma trilha de vacas e logo a abandonamos e passamos a subir a encosta de pasto diretamente para cima, da melhor maneira que conseguimos. Vamos cruzando outras trilhas de vacas e às vezes aproveitando alguns trechos delas.
Logo avistamos uma cerca de crista mais acima, e o nosso primeiro
objetivo é alcançá-la. Chegando a cerca, passamos por baixo dela já que não nenhuma porteira à vista e seguimos subindo acompanhando a cerca. Logo percebemos que cruzar a cerca talvez não fosse a melhor idéia já que a mesma vira para a esquerda obstruindo nosso avanço! De qualquer forma seguimos em frente, caindo numa trilha larga que vai virando para a esquerda e nos leva a uma porteira. Cruzando a porteira, abandonamos a trilha que leva a uma casa logo acima e voltamos a acompanhar a mesma crista por onde vínhamos subindo. À nossa frente já vemos a pedra Grande, por cujo borda direita subiremos.
Seguimos pelo pasto até a borda da mata onde encontramos a entrada da trilha. Pouco andamos pela mata e logo é preciso saltar outra cerca. Daí é só seguir subindo pela trilha bastante limpa sem grandes problemas, salvo um ou outro bambu caído.
Quando nos aproximamos do rochoso, a trilha torna-se mais íngreme e passa a intercalar degraus rochosos com trechos escorregadios. O panorama se abre e temos as primeiras visões amplas do vale.
Chegando ao topo encontramos uma bifurcação. Seguimos em frente,
passando por uma clareira e começamos a descer ligeiramente do outro lado até um ponto onde a visão é mais desimpedida e podemos avistar Guará, Aparecida, Roseira, Pinda e, com tempo bom, até Taubaté. Também reconhecemos o bairro de Ribeirão Grande, a fazenda Hare Krishna e o pico do Itapeva, culminância local de largo trecho da serra que podemos avistar.
A subida até ali tomou-nos cerca de 2 horas. Após um lanche e um
bom tempo de contemplação, demos prosseguimento à caminhada voltando à bifurcação próxima a clareira e tomando o outro ramo. A descida é rápida em seu começo, passando depois a alternar trechos íngremes com outros quase planos. Passamos por três bifurcações onde um dos ramos apenas levava a belos mirantes poucos metros à frente.
Após esse trecho de descida pela mata, chegamos a um selado onde uma bifurcação mais importante aparece. O nosso caminho seguia em frente. A outra opção descia para a esquerda, caindo para o outro lado da crista e aparentemente sinalizando uma travessia quiçá interessante, mas que não tínhamos tempo de explorar nesse dia único de que dispúnhamos, quem sabe num outro dia.
Prosseguimos então em frente e não muito à frente, encontramos
nova bifurcação. Em outra oportunidade seguíramos em frente e acabamos saindo num trecho de pasto por onde descêramos de volta a estrada fechando um circuito. Dessa vez resolvemos tomar à esquerda e voltamos a subir por trilha inicialmente bem limpa. Mas acima uma arvore caída e uns tantos bambus sobre a trilha tornaram a caminhada um pouco mais trabalhosa, mas de maneira alguma difícil. Pouco a pouco vamos galgando a serra e bem mais acima passamos por um estreito riacho, única fonte de água até ai. Mais um pouco e o caminho nivela e se alarga.     Já chegamos ao alto da serra. Prosseguimos e a trilha, aparentemente freqüentada por bovinos se multiplica em variantes. Ignoramos uma saída à esquerda. Enfim encontramos um trilha larga que vem da direita e converge com a que seguíamos. Resolvemos investigá-la e voltamos por ela, subindo muito pouco e logo a vegetação se
abre e percebemos que vamos chegar a um cume! O cume, mais alto do que a Pedra Grande e que depois soubemos que os locais ironicamente chamam de Pedrinha, tem um visual ainda mais bonito do que o da Pedra Grande. Paramos para mais um lanche, algumas fotos e para decidir o que faríamos a seguir. Até ali, desde a Pedra Grande leváramos 2:30 hs.
Dali, ou voltaríamos por onde viéramos, ou poderíamos acessar a
estrada já em seu trecho do alto da serra que como podíamos ver, passava pouco à frente, flanqueada por algumas casas. Resolvemos voltar pela estrada. Voltamos então à bifurcação e seguimos em frente. Não demorou muito e chegamos a um pasto, desviando de um laguinho, chegamos aos fundos de uma casa junto a qual um Monza estava estacionado. Cruzamos uma porteira e passando por um portãozinho a frente saímos na estrada. Ali era só seguir para a direita. Logo a estrada começava a descer e então perderíamos altura através de inúmeros zigue-zagues descendo boa parte da serra até chegamos ao restaurante. A descida tomou-nos quase 2 horas. Ainda havia tempo para um
chope gelado e para um jantar a base de truta no restaurante ainda de darmos por encerrado o passeio e tomamos o caminho de volta.

Circuito Paiol de Cima – Campo Redondo

O bairro de Paiol de Cima fica encravado ao centro do município de
Itamonte, logo ao norte da serra dos Costas. Ele é o ponto inicial de um
circuito de um dia que fizemos tomando na ida uma das trilhas tradicionais de
acesso ao bairro do Campo Redondo, retornando por outra delas, a saber, a
que segue pela crista da serra dos Costas. As duas trilhas são paralelas,
sendo que a trilha de ida apresenta menor desnível.
Saindo do Itamonte pela estrada de Alagoa, seguimos até o bairro de
Cachoeirinha. Ali tomamos a saída à direita, sinalizada por placa que indica:
Bento José/ Jequeri. Seguindo pela estreita estrada de terra, menos de 4 km
depois passamos pelo bairro de Bento José, onde há uma igreja da Congregação
Cristã. Alguns quilômetros à frente, passamos pelo próximo aglomerado de casas que constitui o bairro de Jequeri.
Quando chegamos a uma bifurcação marcada pela placa “Paiol de
Cima”, tomamos a esquerda. A estrada desce um pouco e depois volta a subir.
À direita observamos as casas da fazenda “Angaville”. Encostamos o carro
logo à frente. Aqui começa a caminhada.
Voltamos até a fazenda e pulamos a porteira trancada a cadeado do
lado esquerdo (que agora estava à direita de nós), seguindo pela estradinha.
Após um desce e sobe, encontramos nova porteira trancada que novamente
pulamos. Um caminho vem pela direita e provavelmente esse seria o acesso
natural e desimpedido, mas não tivemos tempo de verificar onde ele desemboca na
estrada principal.
Seguimos em frente pela precária estradinha. Quando o caminho
vira para a esquerda e uma trilha sai para a direita, subindo forte,
seguimos pela trilha. O caminho logo passa a subir mais suavemente,
bordejando para a esquerda.
O próximo ponto de dúvida vem quando chegamos à nova porteira
trancada, com um trilho mais estreito saindo para a esquerda. O caminho
certo é à esquerda. O trilho é estreito e profundamente escavado, denunciando
ser antigo e bastante usado. Mais a frente uma cerca aparece à direita e o
caminho volta a ser mais largo. Acabamos cruzando um riacho e voltando a
subir aos zigue-zagues.
Enfim chegamos a um alto, marcado pelos restos de uma porteira
carcomida. Paramos para um lanche. Dali a trilha desce bastante, cruza outro
riacho e volta a subir. A trilha então se alarga torna-se quase uma
estradinha precária que vai contornando os morros à direita.
Chegamos a uma bifurcação. Á esquerda a estradinha desce, devendo
desembocar na estrada entre os bairros da Berta e Campo Redondo. Mas o nosso
caminho segue pelas erodida trilha que sobe para a direita. Os sulcos se
multiplicam, mas sempre se reencontram mais à frente. Vamos subindo até um
alto e depois passamos a bordejar para a esquerda.
Após cruzar mais alguns riachos, até ai há abundância de água,
encontramos nova bifurcação. Em frente, a trilha larga desce para o Campo
Redondo. Um sulco marcado sobe para a direita, dando acesso ao alto da serra
dos Costas. Tomamos a direita. A trilha passa a seguir uma cerca à esquerda
e rapidamente ganhamos a crista. A paisagem se desdobra à esquerda e temos
visão do Campo Redondo ao fundo do vale.
Quase no alto, uma bifurcação à esquerda dá acesso apenas aos
restos duma antena. Prosseguimos então pelo alto da serra, mantendo-nos
próximos a sua borda norte. Se o tempo não estivesse tão nublado veríamos a
nossa direita o pico do Garrafão e eventualmente o pico do Papagaio. Do
outro lado o maciço do Itatiaia e mais à frente, a serra Fina, o Itaguaré e
o Marins e ainda  às nossas costas a Mitra do Bispo.
Sucedem-se trechos de capim alto, capões de mata, curtos sobes e
desces, e trechos onde a trilha pelo pasto deixa, ora a esquerda, ora a
direita, trechos de mata mais denso. Quando chegamos a um alto marcado por
algumas pedras esparsas, podemos subir na pedra mais alta à esquerda e dali
observar o fundo vale do córrego da Cachoeira que separa a crista que
percorremos da crista paralela da serra da Cachoeira. Prosseguimos então
pelo pasto até um trecho em que a trilha, bem marcada até ali e que diversas
vezes inclusive havia se desdobrado em várias variantes paralelas, parece se
apagar. Subimos então até junto da mata e ali encontramos a continuação que
vai se afastando da borda e passa a descer pela contra encosta. Chegando a
uma baixada de pasto voltamos a subir suavemente e após uma grande clareira
no pasto alto, a trilha desvia-se ainda mais para longe da borda da serra.
Entramos na mata e logo passamos por uma bifurcação junto a uma cerca.
Prosseguimos em frente pela mata. Mais uma descida e rápida subida e
emergimos novamente no aberto.
Estamos agora na serra da Colina que comunica perpendicularmente as
serra da Cachoeira com a dos Costas. Virando para a direita, seguimos pelas
trilha encontradas, subindo ligeiramente para a esquerda até alcançar a
trilha mestra. Ali é só seguir pela trilha mestra que logo chegamos ao cume
do Pico da Boa Vista. Para alcançar seu ponto mais alto é preciso abandonar
a trilha principal e subir um pouco para a esquerda. Do alto do Boa Vista
avistamos o bairro da Colina logo abaixo e, mais ao longe, atrás da serra da
Manguara, a própria Itamonte.
Caindo um pouco para a direita, logo reentramos na trilha.
Começamos então a descer para a direita. Na primeira bifurcação encontrada,
tomamos a esquerda, descendo. O ramo direito dá acesso apenas a um riacho
pouco acima. Logo após, nova bifurcação, tomamos a direita. A esquerda desce
para o bairro da Colina. A trilha desce então aos zigue-zagues erodidos, às
vezes se multiplicando em variantes, até que subitamente, desemboca nos fundos
de um sítio. Tocamos para a esquerda, passando ao lado da casa e saindo pela
porteira num final de estrada.
São então 3 ou 4 quilômetros descendo pela estradinha até alcançar
a bifurcação marcada pela placa “Paiol de Cima”. Quebrando à direita logo
chegamos à fazenda e ao carro.
Todo o percurso tomou-nos cerca de 7:30 hs, com apenas três paradas
para descanso.

Pico Agudo – Lavrinhas

      Durante a subida do Capim Amarelo, após um trecho pela crista na direção Oeste-Leste, subitamente a trilha quebra para a esquerda e segue na direção norte rumo ao cume, mas quem olha do cotovelo em direção ao sul, nota que uma crista secundária desce rapidamente dali, terminando abruptamente num cume. Esse cume, conhecido como pico Agudo, de cima nem parece tão interessante, mas visto do vale, das proximidades do bairro de Capela do Jacu, destaca-se bastante na paisagem serrana. 
       Há trilha de acesso ao cume do pico Agudo a partir na fazenda 
Santana, situada alguns quilômetros após o bairro da Capela, porém o 
proprietário exige que se peça autorização com antecedência para permitir o acesso. 
O caminho mais fácil para o bairro da Capela é seguindo pela Dutra, 
pegar o acesso a Lavrinhas. Passando pela pequena cidade, pouco após, há uma saída à direita que leva aos bairros de Pinheiros e Capela do Jacu. Chegando ao bairro de Pinheiros, numa bifurcação em T, segue-se para a esquerda. No próximo trevo, tomar novamente à esquerda. Atravessando então o bairro da Capela, seguimos mais alguns quilômetros até chegarmos à fazenda que fica à direita da estrada. 
        Naquele dia, a porteira estava aberta, possivelmente porque o 
caseiro já estava avisado pelo proprietário, mas não sei se ela fica sempre aberta. Pouco a frente paramos junto a casa do caseiro para nos identificarmos. Após, seguimos pela estradinha e logo começamos a subir fortemente. A estradinha da fazenda estava em boas condições e não houve problema para chegar até o chalé, onde a estrada acaba. Do chalé já temos um bonito panorama da baixada. No total a estradinha dentro da fazenda tem cerca de 3 km e um razoável desnível. 
Paramos o carro à direita da “rotatória”, conforme nos orientou o caseiro, para não atrapalhar caso o proprietário viesse naquele dia. Num ranchinho à esquerda, uma torneira nos abasteceu de água. Iniciamos a caminhada subindo pelo final da estradinha. Logo à frente a estrada acaba e vira uma trilha bastante aberta. Em pouco a trilha parece bifurcar. A esquerda é a que sobe e a trilha fica bem mais fechada. Esse é o caminho. A trilha acaba nivelando e passa a bordejar para esquerda, entrando na mata mais fechada. A trilha alterna trechos mais limpos com outros onde ter um facão não seria mau. Alguns galhos caídos e muitos cipós se enroscando sucedem-se. 
       Chegamos enfim a segunda e última bifurcação dessa trilha, que 
pode até passar despercebida. A esquerda desce por uma centena de metros até alcançar um riacho, última fonte d’água. Seguimos pela direita e vamos subindo aos zigue-zagues. O trecho inicial após a bifurcação está bem mais aberto do que o trecho anterior, mas conforme vamos subindo a vegetação começa a diminuir de porte e a trilha torna-se mais fechada. Em alguns pontos a trilha fica tão estreita que fica até difícil achar onde pisar. Lentamente vamos contornando a crista até que saímos do mato fechado e emergirmos na crista, ao norte do cume. O trecho final de subida é pelo capinzal que cobre a crista. 
       Chegamos então ao cume do pico Agudo após cerca de 2:30 hs de 
caminhada. Bela vista das baixadas ao sul e também da crista principal da
Mantiqueira ao Norte. Após uma hora no cume, descemos em tempo ligeiramente menor, 
parando no riacho para nos refrescarmos um momento.