Teresópolis – Dois Bicos e Pedra do Elefante

Fiz duas caminhadas curtas em Teresópolis:

Dois Bicos é um conjunto rochoso localizado no vale das Sebastianas, já dentro da área do parque dos Três Picos. O acesso é pela estrada Teresópolis-Friburgo, a cerca de 20 km de Teresópolis. Tomei a estradinha de terra à direita. Logo no começo há uma placa sinalizando “Cachoeira dos Frades”. Sigo em frente e pouco mais de 4 km após sair do asfalto, avisto a cachoeira à esquerda da estrada. Paro o carro por ali mesmo, há bastante espaço, já que a cachoeira é bastante conhecida e de fácil acesso, ou seja, muito frequentada, mas depois constatei que até poderia ter parado mais a frente, economizando uns 5 minutos de caminhada.

Sigo então pela estrada que sobe um pouco e logo chega a uma bifurcação, junto a um casa. O caminho certo é o da direita. A esquerda, continuaria a seguir o curso do rio dos Frades e poderia até alcançar o vale dos Deuses, entre o Cabeça do Dragão e os Três Picos.

Sigo então subindo levemente e logo chego a nova bifurcação, próximo a uma casa. A casa é a sede da Quintal do Pinhal. Sigo então pela esquerda, passando ao lado esquerdo da casa, já avistando os dois Bicos ao fundo. Passo por uma porteira, por um quebra-corpo, e sigo subindo levemente. Passo por outra casa, essa à esquerda da estradinha, e cruzo uma nova porteira. A estradinha vai virando uma trilha e passa a subir aos zigue-zagues. Mais duas porteiras são ultrapassadas e após a última, a trilha claramente começa a se afastar dos Bicos seguindo para a esquerda. É a hora de abandonar a estradinha. Sigo mais um pouco e próximo a um cocho do lado esquerdo da estrada, abandono-a e sigo subindo direto pelo pasto sem trilha. No início a subida é fácil, mas o terreno se torna progressivamente íngreme e a subida mais penosa, por pasto alto e aos degraus, às vezes entremeados de buracos encobertos pelo pasto. Subo em direção a uma cerca que separa o pasto da matinha próximo ao alto da crista.

Quando chego a crista, sigo-a um pouco para a esquerda, até que encontro um ponto onde o arame farpado claramente esticado denuncia que já passaram muitos sob ele, além do que há uma trilha marcada no capim do outro lado. Passo sob o arame e sigo pela trilha que entra na mata e sobe forte em direção ao Bico Maior. A trilha é estreita, mas bem marcada. Progressivamente vai contornando o topo do Bico, seguindo para a parte posterior do mesmo. A face traseira é de mato rasteiro, ao contrário da frente que é uma única face rochosa.

Chegando a parte posterior, a trilha sob direto e logo chego ao topo. O percurso todo tomou-me 1:45 hs. Do topo tenho visão de 360 graus. A frente do vale das Sebastianas, do lado esquerdo, do Bico Menor, pilar rochoso um pouco mais baixo, acessível apenas por escalada. Atrás avisto os Três Picos e o Capacete em meio a montanhas mais próximas.

Após algum tempo de contemplação, retornei pelo mesmo caminho. Chegando a cachoeira, desci para observa-la de perto, bem no momento que várias pessoas chegavam, um delas com um isopor debaixo do braço. Não querendo participar da farofa, voltei ao carro e retornei a Teresópolis.

 

A segunda caminhada é muito curta, mero passeio para ocupar o tempo que sobrou. A subida da Pedra do Elefante tomou apenas 20 minutos. Seu acesso é a partir do Mirante da Vista Soberba, a beira da BR 116, junto ao trevo que dá acesso a Teresópolis. Parando o carro no estacionamento do mirante. Segui pela estrada, na direção do contorno da cidade. Cem metros a frente, junto a uma placa “Parque Estadual Três Picos”, inicia-se a trilha, para a direita. A trilha sobe rápido, no começo aos degraus. Depois passa a subir mais suavemente. Passo por umas lajes de onde há vista para ambos os lados, de um da cidade, de outro da baixada. Infelizmente naquele dia as nuvens cobriam a baixada e não se via nada desse lado. Sigo em frente e há então um lance onde há uma descida íngreme, inclusive provida de uma corda. Na sequência há um subida igualmente íngreme e também com corda. Mais um pouco e há um bifurcação. Pela direita, chega-se em poucos passos ao mirante, laje rochosa que dá para um precipício. Há inclusive um parapeito feito de cabos de aço. Dali teríamos a melhor visão da baixada, mas devido a névoa, de novo não se via patavina. Seguindo pela esquerda, subindo mais um pouco chega-se a uma clareira, aparentemente uma área de acampamento! mas sem visual nenhum.

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