Arquivo mensal: maio 2014

Circuito Prainha Branca

 

A prainha branca é a última praia da ilha de Santo Amaro e seu acesso se dá apenas por trilha junto ao pier da balsa para Bertioga, porém a maioria dos frequentadores do local desconhece algumas outras atrações que podem ser acessadas por outras trilhas locais. Para chegar a ela, fomos até Bertioga e deixando o carro num estacionamento próximo a balsa para o Guarujá, atravessando o canal usando a balsa. A trilha começa logo do outro lado.

Logo no início da subida calçada para a prainha, há uma saída à esquerda, saímos por ali e seguimos bordejando a encosta e descendo lentamente por dentro da mata. Quando saímos no aberto, temos a direita as ruínas da capela de Guaibê que dizem ter sido construída pelo padre Anchieta. A ruínas da capela que há pouco tempo jazia envolta pela vegetação foi recentemente limpa.

Seguindo em frente chegamos a um barzinho junto a uma estreita faixa de areia. Seguimos em frente e ao final da areia, retomamos a trilha pela mata e logo chegamos a alguns veneráveis paredes de pedras. São o que restou do forte de São Felipe. Dois mirantes dão visão do canal e da cidade de Bertioga do outro lado. Seguindo pela trilha, que se torna mais estreita, temos um curto sobe e desce. A trilha termina num conjunto rochoso à beira mar, sobre o qual um farolete sinaliza a entrada do canal. Um corda amarrada a amurada do farol permite-nos subir pela fenda rochosa logo abaixo. Do alto temos nova visão do canal, de Bertioga e do mar aberto.

Retornamos pelo mesmo caminho até o barzinho. Logo antes dele há uma trilha que sai perpendicular a trilha por onde viemos. Seguimos por ali subindo. Essa trilha entronca na trilha calçada quase em seu alto. Seguimos pelo calçamento e logo passamos pelo alto e começamos a descer.

A trilha fica plana e passa por entre algumas casas e campings até que desemboca na praia junto a uma capela.

Seguimos então para a direita. Ao final da praia, encontramos a entrada da trilha que sobe pela mata rumo a próxima praia. Descemos um pouco e chegamos a uma bifurcação. Á esquerda, descendo, sairíamos na praia preta. Seguimos pela direita. Nova bifurcação e novamente tomamos a direita. A trilha passa a subir forte. Chegamos ao alto e seguimos descendo suavemente. Passamos por um forno de carvão à esquerda da trilha.

Enfim avistamos um riacho. Uma saída à direita apenas dá acesso ao rio. Seguimos para a esquerda e logo chegamos ao rio em ponto onde dá para cruza-lo pulando pelas pedras. Seguimos descendo paralelos ao rio. Uma pequena queda e logo abaixo um belo poço. Descemos ao poço e paramos para um lanche.

Seguimos descendo pela margem direita. Pouco abaixo há uma queda maior e muito bonita. Continuamos a descer o rio, a trilha se torna mais difícil e visivelmente menos transitada. Quando chegamos a baixada, desviamos do rio,saltamos um afluente e cruzamos outro por uma pinguela, desembocando no quintal de uma casa.

O dono da casa não gostou muito de nos ver por ali, mas um pouco de conversa e passamos sem problema. Contornando a casa pela esquerda e seguimos saindo na praia do Camburi.

Na praia é subdivida em duas por uma formação rochosa. Seguimos para a direita, cruzando as rochas e encostamos no costão que forma a borda direita da praia.

Chegamos ao limite de nossa caminhada, para seguir adiante teríamos que prosseguir pelo costão que talvez permita passagem até a próxima praia, questão a ser investigada.

Após um descanso, começamos a volta. Retorna pela praia. No canto esquerdo, o rio da cachoeira forma uma lagoa logo atrás da praia. Cruzamos o rio pela pedras no seu ponto mais estreito a jusante da lagoa e retomamos a trilha. Uma subida e logo descemos de volta a areia. Estamos agora na praia preta. Já no começo da descida tivemos uma vista da praia preta e atrás de uma ponta da prainha branca.

Atravessamos a curta praia preta e entramos na trilha do outro lado. Rapidamente voltamos a prainha branca. Seguimos então até um bar para tomar algo e comer um peixe frito.

Com a noite chegando, retomamos a trilha calçada e voltamos até a balsa e cruzando o canal a Bertioga dando fim a um domingo muito agradável.

Travessia Penedo – Mauá

 

Podemos dividir esta travessia em dois trechos que eventualmente podem ser feitos independentemente: Penedo-Serrinha e Serrinha-Mauá.

A caminhada em frente ao supermercado Dois Irmãos, ao qual se chega seguindo direto pela rua principal de Penedo e tomando a direita na única bifurcação importante até chegar ao supermercado. Iniciamos a caminhada, seguindo em frente pela rua. Entramos na próxima rua à direita. Cruzamos o rio e seguimos pela rua até seu final, onde há uma casa em construção, antecedida por maciço portão de madeira, naquele momento aberto. Passamos pelo portão e seguimos em frente. Não havia ninguém por ali. Após a casa a estradinha segue subindo. Logo chegamos a uma bifurcação. A esquerda dá acesso a base de uma bonita cachoeira. Prosseguindo, na próxima saída à esquerda, acessa-se o alto da mesma cachoeira.

Continuando a subir, alcançamos o alto e passamos a descer suavemente. A estradinha cruza um riacho, o qual saltamos pulando pela pedras. Do outro lado o caminho se estreita tornando-se uma verdadeira trilha. Logo ultrapassamos um árvore caída.

Mais um pouco e passamos por um trecho onde a trilha se alarga, plana e gramada e onde até vemos um resto de fogueira! Parece que já acamparam por ali. Uma saída à direita, desce ao rio, chegando a base de uma graciosa cachoeirinha.

Retornamos a trilha principal e seguimos em frente, passamos então por um trecho onde a vegetação de alagadiço quase cobre completamente a trilha.

Uma primeira ruína de um rancho em meio ao mato, à esquerda da trilha, é ultrapassado e pouco a frente, passamos junto a um casebre de pau-a-pique semi demolido. Continuamos reentrando em mata densa.

Como desde o estreitamento da trilha continuamos acompanhamos o riacho à nossa direita, até que chegamos a nova bifurcação. À direita, a trilha cruza o riacho. Pela esquerda segue pela margem direita dele. Optamos pela direita, mas depois descobrimos que o outro ramo converge mais acima, só que após cruzar o riacho diversas vezes e subir um trecho íngreme, além de passar por uma outra cachoeira, a mais bonita da região. Essa é uma variante um pouco mais confusa.

De qualquer forma o caminho mais simples é o mesmo o da direita, que cruza o riacho e passa a subir aos ziguezagues. Quando chegamos ao alto, a mata se abre e emergimos num pasto de onde já avistamos, ao fundo do vale, as casas que compõem a Serrinha do Alambari.

Seguimos por curto trecho pouco marcado para logo reencontrar a trilha bem marcada e inclusive erodida que desce ao fundo do vale. Vamos descendo primeiro rapidamente para depois passar a ziguezaguear rumo a casa mais próxima. Essa descida final está menos marcada mais é só seguir em direção a casa da forma que achar mais fácil.

Chegando a casa, contornando-a pelo lado direito, e cruzando duas precárias porteiras, onde o Rafael acabou assustando as vacas confinadas no rústico curral, que acabaram arrebentando uma das decrépitas porteiras e fugindo! O melhor é tentar passar pela esquerda da casa evitando causar maiores transtornos aos moradores para que não se sintam tentando a fechar a trilha.

Da casa é só seguir em frente pela trilha, cruzar uma porteira de arame junto a um riacho e a pinguela logo após esse para sair num fim de rua que em mais uns duzentos metros nos leva a estrada principal que cruza o bairro, junto a pousada Chalés Florence.

Ali deve-se seguir para a esquerda, subindo a estrada até a pracinha central do bairro. Na praça quebramos a direita tomando a estrada do Camping. A estrada passa a subir mais forte. Após passar pelo Camping Clube, uma saída à direita sinalizada pela placa “Pousada Conquista” era a deixa para sairmos da principal. Poucos metros a frente estava a pousada, onde passaríamos a noite. Todo o trecho de Penedo a estrada da Serrinha levou 3:30 horas.

 

Começa ali o seguindo trecho da travessia: Serrinha-Mauá.

Saindo da pousada e voltando a principal, seguimos subindo para um pouco mais acima chegarmos ao portal do condomínio Alto do Pinhal. Seguimos em frente e na próxima saída à direita, encontramos a porteira fechada. Ali saltamos a cerca e seguimos entrando no condomínio. Pelo menos àquela hora não havia ninguém a vista, mas de outra vez que passamos por lai foi só conversar com o caseiro que ele permitiu a passagem se maiores problemas.

A seguimos pela estradinha, deixando uma primeira casa à esquerda e descendo um pouco pela estrada para a direita. Pouco a frente, saímos da estrada e seguindo para a esquerda pelo capinzal,na direção de uma palmeira na orla da mata abaixo. Ali há uma trilha que rapidamente nós leva ao riacho que já ouvíamos a distância.

O rio estava um pouco mais alto que da última vez. Não foi possível cruzar pelas pedras. Foi preciso tirar as botas e passar pela água. Apesar da correnteza e das pedras no fundo a travessia é fácil.

Do outro lado na boca da trilha há uma placa “RPPN”. A trilha se afasta rápido do riacho, passamos por algumas árvores caídas e a trilha fica um pouco mais aberta. A partir dai vamos subindo e nos afastando mais lentamente do riacho. Temos então um trecho um pouco confuso, com vários pontos onde a continuação da trilha não é tão óbvia, mas acabamos sempre encontrando a continuação. Paramos para curto descanso num trecho onde uma árvore caída ao chão serve de banco. O ponto de maior confusão, onde aparentemente a trilha segue nais batida para a esquerda, deve-se seguir para a direita, subindo mais forte por um curto trecho.

Pouco a pouco a mata fica mais seca e a trilha se torna mais óbvia. Não havendo mais dúvida sobre a direção a seguir. A subida fica mais íngreme. Enfim começamos a ouvir ruído de água, à direita da trilha, e chegamos a um ponto onde uma trilha desce para a direita ingrememente. Descemos por ali e em pouco chegamos a um riacho, único ponto d’água nessa subida. Reabastecidos os cantis, retomamos a subida.

Quando a mata se abre, emergimos subitamente na crista, O panorama se abre a nossa frente. De um lado vemos a borda leste do maciço do Itatiaia, de outro a baixada, com Penedo, Resende e a via Dutra. Do outro do lado do vale do Paraíba, a serra da Bocaina, e a nossa esquerda, o vale do rio Preto, a Pedra Selada e demais elevações ao redor de Mauá, que segue encaixada e invisível em meio a morraria.

A trilha segue um trecho pela crista por entre vegetação arbustiva, brindando-nos com alguns mirantes e até uma pequena clareira onde acampamos em outra oportunidade, para então virar para a direita e começar a descer para valer.

A descida não tem maiores dificuldades. Na última vez que estivemos por ali, a trilha sumia durante a descida, mas agora o mesmo trecho estava bem aberto. Passamos por um riacho e seguimos descendo.

Há um curto trecho por uma canaleta rochosa e logo após chegamos a novo e mais largo riacho. Saltamos esse riacho e após ele a trilha parecia se apagar, porém parece que o sulco ainda estava lá, apenas encoberto pela vegetação rasteira. Nesse trecho é preciso subir lentamente, se afastando do riacho rumo a umas araucárias no alto do morro a frente. Diversas vezes foi preciso tentar numa direção ou noutra até achar uma passagem mais fácil. Acabamos chegando ao alto e caindo para a esquerda, encontramos uma trilha marcada que passa a acompanhar uma cerca. A partir dai não há mais dúvida.

A trilha acaba saindo numa estradinha, a qual pouco mais a frente, desemboca em outra estradinha. Seguimos para a esquerda até avistarmos as casas da fazenda Marimbondo. O caminho vira para a direita deixando as casa à direita e segue rumo a um portão que, pelo menos naquele momento, estava aberto. Passamos pelo portão subindo um pouco chegamos a um ponto onde a estrada é mais larga, uma trilha sai para a direita. Ela começa plana,mas logo começa uma descida feroz que nos conduz ao poço do Marimbondo. Nele os mais corajosos comemoram o quase término da caminhada com um banho nas suas geladas águas.

Já tinha vindo até ali com o carro, mas dias antes, uma chuvarada tinha criado diversos trechos intransitáveis na estrada, de modo que nosso resgate não tinha como subir até o poço. O jeito for descer a estrada a pé por mais alguns quilômetros, passarmos por um restaurante à direita e chegarmos a uma pousada pouco a frente, à esquerda, onde a kombi que fretáramos nos aguardava. Mais 1 ou 2 km apenas de estrada de terra nos separavam da estrada Mauá-Maringá, recentemente asfaltada, onde poderíamos chegar com um pouco mais de caminhada, caso tivemos tempo bastante. Como era domingo e no dia seguinte era dia de trabalho, providenciamos o resgate para levar-nos de volta ao carro, no início do percurso. Economizando caminhada e tempo,bem como poupando-nos de depender do horário do ônibus para Resende. O trecho toda levou cerca de 8 horas, da pousada Conquista quase até a estrada Mauá-Maringa.

Circuito Quilombo – Alto da Bocaina – Alto do Coimbra

 

Nosso objetivo era, partindo do bairro do Quilombo, subir até um cume (sem nome na carta) próximo as coordenadas 7496/0428, que apelidei de Alto da Bocaina, por ser próximo ao bairro da Bocaina e o mais alto da redondeza. Na sequência passaríamos pelo lago do Alto do Coimbra antes de descer por outro caminho fechando um circuito.

O bairro do Quilombo fica a cerca de 2 km depois de São Bento do Sapucaí. Parei o carro na pracinha central do bairro e seguimos caminhado pela estradinha, agora calçada de bloquetes.

O calçamento acaba numa bifurcação. Seguimos pela esquerda. Logo há uma trifurcação, mas o caminho correto é o do meio, os dois laterais levam a casas que já se avistam da encruzilhada. Cruzamos um riacho, passamos uma porteira e a estradinha passa a subir. Longa subida aos zigue-zagues. Pouco a pouco o panorama ao redor vai se abrindo. Passamos por outro estreito riacho e logo depois por uma casa à esquerda. Continuamos subindo avistando uma fileira de araucárias sobre uma crista à nossa esquerda. Passamos pelo alto da fileira e continuamos a subir. Mais uma porteira e passamos junto a um curral e pequena casa à direita.

Cruzamos mais uma porteira, descemos levemente, cruzamos um último riacho e voltamos a subir já com a estradinha reduzida a um sulco no pasto. Enfim o caminho nivela. Ao fundo do vale avistamos São Bento e ao longe, formando o horizonte a oeste, a crista montanhosa que forma a divisa de estado SP/MG daquele lado. Aliás por essa altura já devemos ter atingido a divisa estadual também e seguimos então sobre ela.

Chegamos a uma porteira pintada de preto. Não a cruzamos. Tomamos uma trilha para a esquerda e vamos subindo por ele até encostar numa cerca à nossa direita. Seguindo paralelos a cerca, chegamos a outra cerca perpendicular, provida de uma porteira de arame junto ao encontro das duas cercas. Porém a porteira era muito dura e acabamos passando por baixo da cerca. Do outro lado a trilha segue pelo selado e começa a descer lentamente. Opa! direção errada. Logo encontramos trilhas subindo a encosta à nossa esquerda e seguimos por elas. Parecem ser trilhas de vaca que se entrecruzam a todo momento. Vamos seguindo pela mais aberta, sempre subindo e insensivelmente caindo para a esquerda até encostar numa cerca à esquerda.

A frente há uma funda valeta que parece servir como antiga divisa de terreno. Pulamos a cerca à nossa esquerda e seguimos pela crista, acompanhando a cerca e subindo. Chegando ao alto, prosseguimos pela crista agora descendo um pouco por trilha mais batida e assustando alguns cavalos.

Ao fundo, avistamos uma porteira de madeira à direita, mas a ignoramos. Seguimos subindo pela mata, pela trilha mais batida, seguindo a cerca ainda à nossa direita. Chegando ao alto, o caminho nivela e se torna mais aberto. Passamos por outra porteira de arame e seguimos pelo pasto do outro lado. A frente já avistávamos o que acreditávamos ser o cocuruto final, que apelidei de Alto da Bocaina, sendo a Bocaina o bairro que já se avistava ao fundo do vale à nossa direita.

Cruzamos mais uma cerca e do outro lado começamos a subir pelo que parecia uma trilha que entrava pelo emaranhado bambuzal que cobria a encosta. A trilha se apagou e seguimos subindo quebrando bambus e ziguezagueando para desviar das touceiras mais emaranhadas. Chegamos ao que parecia ser o cume, porque a frente o terreno parecia descer, mas não tenho certeza. O bambuzal era ainda mais fechado a frente o que nos desanimou de prosseguir, visto que não tínhamos facão, além do que o horário já ia meio avançado e pretendíamos prosseguir a caminhada até o Alto do Coimbra, o que demandava tempo. Sei que do outro lado há um platô de pasto aonde esperava chegar, mas isso teria de ficar para a próxima. Resolvemos então dar por encerrada a exploração e retornamos pela crista até a porteira preta.

Cruzando a porteira, vamos subindo lentamente. Passamos por uma casa abandonada à esquerda. Uma subidinha mais forte leva-nos a uma crista de araucárias pouco acima. Ali cruzamos nova porteira. Antes da porteira, há uma trilha que segue pela crista das araucárias, entroncando na trilha do lago mais a frente. Preferimos descer em frente e poucos passos a frente avistamos o lago. Foi só descer mais uns 5 minutos e estávamos junto ao lago que adorna o Alto do Coimbra. Pouco antes passamos por uma nova porteira e ainda antes há a trilha à direita por onde seguiríamos.

Após um breve descanso junto ao lago, voltamos cruzando a porteira e tomamos a trilha, agora à esquerda. Logo a trilha cruza um riacho que alimenta o lago e prossegue subindo lentamente. Ao alto, cruzamos a última porteira dessa caminhada e começamos a descida feroz. Antes da porteira a trilha que ignoramos na crista reencontra a trilha por onde viemos. Logo o panorama se desdobra novamente e avistamos São Bento e mais próximo, o bairro do Quilombo, separados por um serrote. Paramos para uma lanche.

A descida prossegue e após uma pousada fechada, torna-se uma estradinha. Seguimos descendo volta após volta até chegarmos a bifurcação inicial, prosseguindo então pelo calcamento até a praça.

A caminhada toda levou 7:45.

Teresópolis – Dois Bicos e Pedra do Elefante

Fiz duas caminhadas curtas em Teresópolis:

Dois Bicos é um conjunto rochoso localizado no vale das Sebastianas, já dentro da área do parque dos Três Picos. O acesso é pela estrada Teresópolis-Friburgo, a cerca de 20 km de Teresópolis. Tomei a estradinha de terra à direita. Logo no começo há uma placa sinalizando “Cachoeira dos Frades”. Sigo em frente e pouco mais de 4 km após sair do asfalto, avisto a cachoeira à esquerda da estrada. Paro o carro por ali mesmo, há bastante espaço, já que a cachoeira é bastante conhecida e de fácil acesso, ou seja, muito frequentada, mas depois constatei que até poderia ter parado mais a frente, economizando uns 5 minutos de caminhada.

Sigo então pela estrada que sobe um pouco e logo chega a uma bifurcação, junto a um casa. O caminho certo é o da direita. A esquerda, continuaria a seguir o curso do rio dos Frades e poderia até alcançar o vale dos Deuses, entre o Cabeça do Dragão e os Três Picos.

Sigo então subindo levemente e logo chego a nova bifurcação, próximo a uma casa. A casa é a sede da Quintal do Pinhal. Sigo então pela esquerda, passando ao lado esquerdo da casa, já avistando os dois Bicos ao fundo. Passo por uma porteira, por um quebra-corpo, e sigo subindo levemente. Passo por outra casa, essa à esquerda da estradinha, e cruzo uma nova porteira. A estradinha vai virando uma trilha e passa a subir aos zigue-zagues. Mais duas porteiras são ultrapassadas e após a última, a trilha claramente começa a se afastar dos Bicos seguindo para a esquerda. É a hora de abandonar a estradinha. Sigo mais um pouco e próximo a um cocho do lado esquerdo da estrada, abandono-a e sigo subindo direto pelo pasto sem trilha. No início a subida é fácil, mas o terreno se torna progressivamente íngreme e a subida mais penosa, por pasto alto e aos degraus, às vezes entremeados de buracos encobertos pelo pasto. Subo em direção a uma cerca que separa o pasto da matinha próximo ao alto da crista.

Quando chego a crista, sigo-a um pouco para a esquerda, até que encontro um ponto onde o arame farpado claramente esticado denuncia que já passaram muitos sob ele, além do que há uma trilha marcada no capim do outro lado. Passo sob o arame e sigo pela trilha que entra na mata e sobe forte em direção ao Bico Maior. A trilha é estreita, mas bem marcada. Progressivamente vai contornando o topo do Bico, seguindo para a parte posterior do mesmo. A face traseira é de mato rasteiro, ao contrário da frente que é uma única face rochosa.

Chegando a parte posterior, a trilha sob direto e logo chego ao topo. O percurso todo tomou-me 1:45 hs. Do topo tenho visão de 360 graus. A frente do vale das Sebastianas, do lado esquerdo, do Bico Menor, pilar rochoso um pouco mais baixo, acessível apenas por escalada. Atrás avisto os Três Picos e o Capacete em meio a montanhas mais próximas.

Após algum tempo de contemplação, retornei pelo mesmo caminho. Chegando a cachoeira, desci para observa-la de perto, bem no momento que várias pessoas chegavam, um delas com um isopor debaixo do braço. Não querendo participar da farofa, voltei ao carro e retornei a Teresópolis.

 

A segunda caminhada é muito curta, mero passeio para ocupar o tempo que sobrou. A subida da Pedra do Elefante tomou apenas 20 minutos. Seu acesso é a partir do Mirante da Vista Soberba, a beira da BR 116, junto ao trevo que dá acesso a Teresópolis. Parando o carro no estacionamento do mirante. Segui pela estrada, na direção do contorno da cidade. Cem metros a frente, junto a uma placa “Parque Estadual Três Picos”, inicia-se a trilha, para a direita. A trilha sobe rápido, no começo aos degraus. Depois passa a subir mais suavemente. Passo por umas lajes de onde há vista para ambos os lados, de um da cidade, de outro da baixada. Infelizmente naquele dia as nuvens cobriam a baixada e não se via nada desse lado. Sigo em frente e há então um lance onde há uma descida íngreme, inclusive provida de uma corda. Na sequência há um subida igualmente íngreme e também com corda. Mais um pouco e há um bifurcação. Pela direita, chega-se em poucos passos ao mirante, laje rochosa que dá para um precipício. Há inclusive um parapeito feito de cabos de aço. Dali teríamos a melhor visão da baixada, mas devido a névoa, de novo não se via patavina. Seguindo pela esquerda, subindo mais um pouco chega-se a uma clareira, aparentemente uma área de acampamento! mas sem visual nenhum.

Mulher de Pedra

A Mulher de Pedra é uma formação rochosa dentro dos limites do parque dos Três Picos acessível pela estrada Teresópolis – Friburgo. São dois blocos: um forma o rosto e outro o seio separados por profundo selado. O topo do seio é acessível por trilha. O rosto pelo que parece é acessível só por escalada, visto que a face voltada pelo seio, que foi a única que pude visualizar é composta por um único paredão rochoso.

Saindo de Teresópolis pela estrada para Friburgo, alguns quilômetros depois, ainda da estrada, avisto a Mulher de Pedra. Segui em frente. A cerca de 12 km de Teresópolis, chego ao bairro de Vargem Grande. Ali saio da estrada principal, tomando a estradinha à direita, entre o restaurante da Tia Lene e a base da polícia. Segui direto pela estradinha. Quase ao final há duas bifurcações seguidas. Na primeira tomo à esquerda, na seguinte, poucos metros após, sigo em frente. Logo a frente, a estrada quebra à esquerda e passa em frente a uma igreja.

Mais um pouco chego a uma praça, onde há o ponto final do ônibus municipal. Ali paro o carro. A estrada à frente é estreita e não tem quase lugar nenhum para parar o carro, a menos que se conseguisse parar dentro de alguma das inúmeras propriedades locais, coisa que não averiguei se é possível.

Segui então caminhando pela estradinha em frente, duplo sulco cimentado que vai subindo na direção da Mulher de Pedra. Na bifurcação a frente, sigo pela direita, subindo. Ao poucos vou me aproximando das pedras que eventualmente aparecem por entre a vegetação.

Quase uma hora depois chego a uma porteira encimada por um lustre. Metros antes dessa porteira, que usualmente fica aberta, há uma bifurcação. Tomo para a esquerda nessa bifurcação, mas cuidado, poucos metros depois há uma porteira de arame do lado direito, ladeada por um porteirinha também de arame, que naquele momento estava aberta.

É preciso passar então pela porteirinha e seguir subindo em frente, passo por uma casa à direita e logo depois ,sigo para a direita, deixando outra casa à esquerda, um pouco mais a frente. Logo encosto numa cerca,à minha direita, que delimita o terreno de outra casa. Ali é só subir em frente, acompanhando a cerca.

A trilha passa então a ziguezaguear morro acima. A vegetação rasteira crescida às vezes cobre o sulco da trilha, mas ela segue sempre bem larga. Alcançando um alto, deixo à esquerda um barraco cheio de lixo e sigo em frente. A trilha se estreita, ladeado por samambaias. Ignoro uma saída à direita. A trilha, após um trecho plano,passa a descer suavemente. A partir desse trecho aparecem fitas zebradas de vez em quando, sinalizando a trilha, apesar de não haver dúvida.

Enfim a trilha cruza um riacho, e volta a subir agora por dentro da mata. Logo cruzo novamente o riacho e um pouco acima subo acompanhando um afluente do meu lado esquerdo,

Começam também a aparecer pequenas fitas vermelhas marcando a trilha e eventualmente pedaços de sacos plásticos amarrados às árvores. A trilha chega a uma clareira e quebra fortemente para à esquerda, quase voltando. Pelo visto ali acabou a fita zebrada, cujo rolo vazio foi deixado pendurado numa árvore! A trilha segue subindo aos zigue-zagues pelo meio de um bambuzal e agora passa a ser sinalizada por um barbante marrom amarrado entre os bambus. Esse trecho é um pouco mais confuso, pois a trilha muda muitas vezes de direção e algumas vezes preciso desviar de bambus caídos no meio da trilha para reencontra-la mais à frente.

Enfim a trilha encosta num trecho mais íngreme e passa a seguir para à esquerda. Chego então a uma canaleta subindo. Passo por uma aderência logo acima e chego então ao trecho mais difícil da trilha. Uma laje quase vertical molhada e escorregadia. Por ali não vou conseguir subir, consigo desviar pela esquerda, me agarrando aos bambus que cobre o solo local.

Ultrapassado esse trecho chato e passo por mais uma curta aderência, A trilha prossegue subindo, eventualmente passando por alguns degraus rochosos. Enfim chego ao topo de um primeiro cocuruto. Ali há uma pequena clareira. Há uma trilha para a esquerda, mais que apenas dá acesso a um mirante da baixada e de onde também é possível ver grande parte da crista que ainda vou ter de subir. Seguindo para a direita, a trilha passa a descer rumo a um valezinho. Chegando ao fundo, volto a subir fortemente.

Chego a um segundo cocuruto, tenho então logo a frente há a crista por onde é feita o ataque final. A trilha sai da mata, passa por um trecho de vegetação arbustiva, onde o sulco da trilha muitas vezes está encoberto. Volto novamente a entrar na mata, subindo suavemente.

A trilha sai novamente no aberto e começa a subir forte, alternando trecho de capim alto,degraus e aderências . Acima avisto uma laje que penso ser o topo. Ledo engano! Passo por ela e ainda é preciso subir mais um pouco antes de chegar ao largo topo.

O topo tem espaço para diversas barracas e tem um livro de cume. A vista é de 360 graus. Serras do Órgãos de um lado, três Picos e Capacete de outro, baixada Fluminense ao Sul, ao norte não sei identificar nada. Visual belíssimo num dia de tempo excelente. A subida toda levou 4:10 hs.

Só deu para ficar 40 minutos por lá e foi preciso inicial a descida que levou quase o mesmo tempo. Cheguei ao carro só às 17:45 com as sombras da noite já me envolvendo. Lindo passeio que algum dia gostaria de repetir.