Travessia do PN das Sempre Vivas

 

    Travessia do Parque Nacional das Sempre-Vivas

    Rumo a São João da Chapada

  Seguindo idéia lançada pelo Bastos, resolvemos passar o carnaval longe da
folia, fazendo a travessia inédita do, recentemente criado, parque nacional
das sempre-vivas.O parque situa-se no norte de Minas, encravado
aproximadamente entre os municípios de Buenópolis e Diamantina, e como
vários outros, só existe no papel, não possuindo quaisquer estrutura de
visitação ou fiscalização.
  Chegando sexta à noite ao Tiête, tivemos a primeira surpresa. O Bastos,
proponedor e principal incentivador do projeto, havia desistido de última
hora ! Agora iriamos apenas em 4: eu, Jorge, Gi e Fran. A Fran já havia
partido no ônibus das 22:00 com destino a Diamantina, os demais iriam no das
22:30.
  A viagem até Diamantina foi, para dizer o mínimo, tumultuosa. Junto
conosco embarcou um grupo de foliões que seguia para o tão famoso carnaval
de Diamantina, e que não podendo esperar, começaram o baile de carnaval
assim que entraram no ônibus, carregando um enorme isopor de cervejas e seu
portátil aparelho de som.E assim seguimos nós, entre cantorias, batucadas e
bebedeiras, sem contar o povo levantando e fazendo trenzinho no corredor, os
esperáveis mal-estares dos beberrões e a fumacinha de odor peculiar que vez por outra chegava a nossas narinas.
   Claro que não deu para dormir muito na viagem, embora lá pelas tantas o
povo tenha cansado e dado uma trégua de algumas horas no baile sobre rodas
onde inadvertidamente havíamos entrado.
   A viagem demorou mais que o esperado,já que a cada parada era preciso
esperar que todos os malucos subisse de volta o que sempre demandava muito
tempo, fora que o ônibus fez uma parada extra por conta dos foliões, de
maneira que só chegamos em Diamantina pelas 14:00. A Fran chegou bem antes,
já que no ônibus dela o povo era mais normal.
   O ônibus para São João da Chapada, que seria o ponto de início da
caminhada saia as 15:00, de modo que nem saimos da rodoviária, assim que
localizamos a Fran, compramos as passagens, fizemos um lanche e já era hora
de embarcar. Chegamos a São João da Chapada as 16:30.

   1º dia  – São João da Chapada – Quartéis

   Partimos no rumo norte a partir do ponto final do ônibus, mas perguntando
a locais, soubenos que aquele não era o caminho certo, tivemos então de
atravesar diversar ruelas até chegarmos a estradinha de Inhaí, próximo a
duas caixas d´água verdes. Seguimos então por essa estradinha,
predominantente em descida, com curtos trechos de subida. Mais a frente já
podiamos observar um ladeira coberta de grama entre dois trechos de escarpa
rochosa, por onde provavelmente subiríamos no dia seguinte. Por volta da
19:00 hs chegamos a Quartéis, povoado de uma vintena de casas, mas com
iluminação pública na sua única rua. Do lado esquerdo da mesma, num campinho
de futebol, resolvemos acampar. Num dos extremos do campo  há uma caixa
d’água onde se pode pegar a água que vaza do ladrão. Antes de começarmos a
montar a barraca abateu-se sobre nós uma pancada de chuva, porem a mesma
durou menos de 10 minutos. Passada a chuva, montamos as barracas e o Jorge
prontalmente se entocou na  sua. As garotas cozinharam comida para meia
dúzia e tive que ajudar a come-la, mesmo assim ainda sobrou e tivemos que
joga-la fora. Antes da 21:00 estavamos todos dormindo.

   2º dia – Quartéis – Casa no Campo de São Domingos

   Partimos pelas 8:00 de Quartéis, seguindo pela estradinha e passando,
logo a frente, por uma capela, na próxima bifurcação pegamos a direita.
Passamos por mais algumas casas e a seguir encontramos uma saída à esquerda,
antes de cruzar um riacho ( que na estiagem talvez até esteja seco ).
Acabamos passando pelo riacho e seguindo pela estradinha mais um pouco, mas
encontrando um local mais a frente, fomos informados de que o caminho para
Macaquinhos era aquela saída que deixamos para trás. Voltamos então a ela.
Num instante ela conduz a um rio maior ( rio caeté mirim ), o qual passamos
com água nas canelas. A areia do fundo é muito fofa, fazendo com que os
nossos pés afundem bastante nela, mas nada que dificulte demais a travessia.
Chegando do outro lado, calçamos as botas e andando mais algum poucos
metros encontramos outro riacho a atravessar. O Jorge já tinha entrado de
bota e tudo no outro rio e nem ligou de entrar de novo. A Gi e Fran hesitaram em faze-lo, eu também. Resolvi tentar passar pulando por algumas pedras do lado direit. Tive sucesso,mas sem perceber,ao faze-lo, resvalei num ninho de marimbondos, os quais se precipitaram sobre as garotas, bastou isso para fazer-las passar pela água mesmo, num instante. Fora a Gi que tomou uma picada no pescoço, saimos todos inteiros.
    Subimos então por uma estradinha que atravessa pastos por várias
porteiras azuis. Após atingirmos o alto, descemos, chegando a outro riacho,
e a uma casal com curral à esquerda. seguindo em frente, chegamos a uma
bifurcação, já agora a estradinha tinha se convertido em trilha. Tomamos
então a esquerda,e por uma agradável trilha por entre a mata, chegamos em 5
minutos a Macaquinhos, onde não há nada mais que um sítio. Vemos a direita um rio por cujo largo leito arenoso corria pouca água.
     Após tomamos informações na casa, descemos até o rio e seguimos subindo seu leito, as vezes pela margem,as vezes pelas areias e pedras do leito. Em alguns pontos o areal se convertia em legítima “areia movediça”, parecendo seca e estável, na verdade afundavamos até o joelho nela ! Quando o areal se torna menos largo surge uma trilha à esquerda, paralela ao rio. Seguindo por ela, mais a frente, ela cruza o rio e segue pelo lado oposto apenas para voltar ao lado esquerdo em seguida. Ao fundo do vale ela sobe em ziguezague até uma cerca, dobrando então a esquerda e subindo mais um pouco. Na sequência, desce até alcançar uma estrada. Descendo pela estrada, chega-se a uma ponte de cimento sobre um riacho de águas cristalinas e avermelhadas. Paramos ai para lanchar e tomar banho no poço que existe logo acima da ponte.
    Passando pela ponte e subindo mais um pouco, alcançamos Macacos, outro
vilarejo de poucas casas, mas também provido de eletricidade. Na bifurcação
a frente, tomamos a direita, passando por uma capela à esquerda. Logo após a
capela, tomamos uma estrada a direita, provida de uma porteira de arame.
Seguindo por esta estradinha, após descer um pouco, começamos a subida para
o campo de São Domingos. Já era por volta das 14:00 hs. No meio da subida, a
estradinha cruza um riacho sem ponte que deve impedir o acesso de carros ao
alto, pelo menos na época das chuvas, talvez na estiagem veiculos 4×4
consigam ultrapassar este ponto.
    Atingido o alto, entramos no domínios dos campos rupestres, onde
encontramos as sempre-vivas que dão nome ao parque. A estradinha se torna
quase plana, com subidas e descida mais ou menos suaves. No alto,
contornados alguns rochosos logo após uma cruz de madeira do lado esquerdo
da estrada e ultrapassados alguns corregos, não se encontra mais nenhuma
fonte d’água até a casa referida a frente. Nesse longo trecho seco, com o
sol castigando implacavelmente a preocupação de conseguir água para beber e
cozinhar se tornou a principal. Quando encontramos uma bifurcação, na qual o
ramo direito levava a uma casa mais abaixo, não hesitamos muito em descer
até lá. A casa estava trancada, mas havia uma torneira de um lado, e de
outro, de um cano que servia de ladrão da caixa d’água, escorria um fio de
água sobre um pequeno pé de limão. O local era bastante deprimente, devido a
grande quantidade de lixo espalhado no entorno da casa. Apesar disso o
pessoal quis acampar junto a casa, fui voto vencido na idéia de encher os
cantis e procurar outro lugar melhor.
    De tanto procurar, o Jorge encontrou um meio de entrar na casa, por uma
janela que não estava bem fechada, Fran e Gi resolveram tomar banho no
banheiro da casa e aproveitaram para comer umas bananas de um cacho achado
na casa.
    Acampamos numa clareirinha descampada, em meio ao campo junto a casa.
Pelas 19:00 já estavamos instalados, mas pelo Sul, nuvens pretas de
tempestade se aproximavam. Não deu nem tempo de cozinhar o jantar e a chuva
se abateu com violência sobre nós. A pancada deve ter durado uns 10 minutos,
mas foi o suficiente para inundar todo o terreno em torno das barracas. Em
um instante estavamos acampados dentro de um lago !!! A água que se
infiltrou pelo fundo da barraca molhou meu saco de dormir e este umedeceu
minhas roupas. Os demais expostos as mesmas agruras, resolveram debandar
para a casa com suas roupas e sacos. Fiquei em minha barraca e apesar das
roupas e do saco de dormir úmidos, consegui milagrosamente dormir, ainda bem
que a temperatura não estava muito baixa. Outras pancadas se sucederam
durante a noite, mas nenhuma com a força da primeira.

    3º dia  Campo de São Domingos-rio Jequitaí e além

    O dia amanheceu nublado e com garoa fina. Fomos todos para dentro da
casa para tomarmos nosso café da manhã, o que no caso da Gi e da Fran
consistiu num prato de macarrão !! Ela havia desistido de terminar de fazer
o jantar no dia anterior por conta da chuva e resolveram termina-lo para o café.
    Pelas 9:00 resolvemos levantar acampamento. A garoa tinha parado mas o
tempo continuava nublado. Voltamos até a bifurcação logo acima e tomamos o
ramo que seguia em frente, na direção norte. Na sequência a estrada devia
virar para o oeste, seguindo em direção a Curimataí.
    Com a estrada seguindo no rumo Oeste encontramos uma bifurcação,
seguimos pela esquerda ( em frente ) por um trecho, mas ela começava a
descer. Mais tarde soubemos que por ai em 3 horas atigiriamos Curimataí (
esse tempo me parece muito curto ). Como o objetivo era prolongar ao máximo
a caminhada pela crista da serra, voltamos e pegamos o ramo direito.
Seguindo por ele em mais uma hora chegamos a um ponto onde o caminho começa
a descer suavemente e se interna na mata. Um riacho corre a direita,
primeira água desde a casa. Paramos em um gramado para lanchar e secar as
roupas e sacos molhados. Um cavaleiro de passagem nos informou que seguindo
por ali mais um pouco passariamos por uma casa e depois a estrada acabaria e
seguiriamos por trilha, cruzando um rio e saindo daí a 4 horas em Pé da
Serra ( um bairro mais ao norte ), o mesmo homem foi que disse que o outro
ramo que desprezaramos atrás daria em Curimataí. Os tempo fornecido por ele
nesse trajeto estava subestimado, gastamos bem mais de 4 horas até Pé da
Serra, motivo pelo qual suponho que pelo outro ramo  também se gaste mais de
3 horas até Curimataí.
    Lanchados e  abastecidos de água, seguimos em frente, passando em poucos minutos por uma casa, onde morava um senhor. Junto a casa há o chassi
depenado de uma caminhonete. Não chegamos a conversar com o senhor da casa.
De fato na sequência a estrada acabava e apareciam trilhas que se
entrecuzavam, descendo para o fundo do vale. Em menos de meia hora chegamos
ao rio.
    O rio aparentemente é o Jequitaí. Cruzamo-no pela água, logo acima de
uma pequena queda d’água à esquerda do ponto de cruzamento da trilha.
Paramos para tomar um banho em suas águas cristalinas.
    Do outro do rio há uma bifurcação poucos metros depois do rio. Tomamos a
direita que parecia mais marcada e seguimos por ela, atravessando trechos
alagadiços e depois penetrando num capão de mata, até a trilha desaparecer
após um ossada de boi e junto a uma cerca. Caminho errado. voltamos até o
rio e tomamos a outra trilha. Ela logo se apaga, mas outras trilhas se
entrecuzam no pasto. O certo é tomar o rumo Noroeste, em direção a um selado
que se avista na serrania a frente. Mas a frente encontramos a trilha bem
batida subindo a encosta em direção ao selado.
    Alçancado o alto do selado, descemos para o vale além. Seguimos pela
trilha, atravessando pastos, com muitos trechos alagadiços e um ou outro fio
d’água. A trilha segue sempre bem marcada, no rumo geral norte, as vezes
noroeste, outras nordeste.
    Pelas 18:00, ultrapassamos um capão de mata, onde se ouvis o ruido de um
riacho à direita, logo a frente, já de volta ao pasto, encontra-se uma
porteira e logo em seguida um riacho maior. A trilha segue do outro lado,
mas resolvemos acampar por aqui mesmo. No local havia água a disposição, podia-se tomar banho no riacho e o terreno parecia bastante seco. O único inconveniente era a abundância de insetos: mosquitinhos, pernilongos
e abelhas. Logo que acampamos caiu um pancada de chuva e só.

     4º dia  Descendo dos campos para o Pé da Serra

     No que seria o último dia de caminhada partimos de novo pelas 8:00,
cruzando o riacho pulando pelas pedras. Do outro lado passamos por uma série
de poços laterais, de novo de pedra em pedra, até atingir a trilha seca.
     Seguindo pelo pasto, passamos por mais uma ou duas porteiras, até
atingir um curral caindo ao pedaços e uma casa do lado esquerdo. A casa
parece que só é ocupada esporadicamente, estando vazia quando passamos.
     Na sequência seguimos em frente, passando sob uma série de magueiras (
sem nenhum fruto ) até alcançar um riacho com um grande areal na margem
oposta. Passamo-no com água pelo joelho, tomando a trilha do outro, atraves
do pasto.
     Na direção norte já se avista outro selado, caminho natural para sair
daquele vale, A trilha segue na direção dele, serpenteando entre pastos e
alagadiços e finalmente subindo passando por rochosos e curtos trechos de
mata.
    Alcançado o alto, só resta descer e desta vez para valer, já que
desceriamos de uma altitude media de 1250 m nos campos para 800 m no vale
abaixo. A caminhada se faz cada vez mais através da mata de encosta. Mais a
frente, cruzamos com um “seu” Alves e seu filho subindo a cavalo, iam buscar
cavalos que estavam pastando lá nos campos. Confirmaram que descendo por ali
sairiamos em Pé de Serra. Ele nos orientou a tomar a esquerda mais abaixo.
Seguimos descendo e num campo onde a trilha parecia desaparecer, caimos para
a esquerda e a encontramos de novo mais abaixo, seguindo de perto o rio
Curimataizinho,que agora seguiriamos até o vale.
     Durante a descida paramos para um lanche e banho junto ao rio, que
forma inúmeros poçinhos em seu leito.
     Mais a frente passamos por trechos calçados de pedra da época colonial, indício de que está trilha já teve alguma importância. Mais um pouco e o “seu” Alves nos alcança com sua tropa de cavalos. Seguimos juntos por um pouco, mas ao avistarmos um cachoeirinha simpática à esquerda paramos para
mais um banho. A Fran não para e ficamos só os 3 naquele recanto agradável.
Constato então que tinha pegado vários carrapatos neste último trecho.
     Na sequência, encontramos uma trifurcação, não tendo certeza por onde a
Fran tinha descido, ficamos discutindo um tempo por onde prosseguir.
Acabamos pegando a trilha da esquerda, que cruza o rio, sobe um pouco e depois desce ao vale por uma trilha pedregosa.
     Acabamos chegando ao vale, sem encontrar a Fran, nem a casa do “seu”
Alves, onde supunhamos que ela tinha ido descançar. Observamos então várias
casa do outro lado do vale e seguindo por sinuosas trilhas que se cruzavam a
todo momento, chegamos a uma primeira casa, onde perguntamos pela casa
do “seu” Alves a uma mulher. Ela prontamente nós indicou o caminho a seguir.
Confirmando que a casa ficava junto a uma cachoeira, como o próprio Alves já
havia dito. Seguindo por uma trilha logo saimos numa estradinha, na qual
após diversas porteiras, já avistamos a cachoeira, aliás bastante alta.
Perguntando na casa próxima, nos indicaram a trilhazinha a seguir até a casa
de “seu” Alves, onde encontramos a Fran, já de banho tomado e roupa limpa.
     Ainda fomos conhecer a cachoeira, enquanto o “seu” Alves ficou de
conseguir um carro para seguirmos até Buenópolis. A familia era muito
hospitaleira e nos ofereçeram uma típica comida caseira. Não pudemos
resistir. Enquanto comiamos, escutamos os causos de “seu” Alves sobre seu
tempo de trabalho no Iraque e as vicissitudes da vida campestre, como casos
de resgate de um conhecido picado por cobra na serra e os problemas com os
ataques de raposas ao seu galinheiro. Rolou também uma pinga de alambique,o
Jorge estava louco para acampar por lá mesmo,e presumo, ficar o resto do
mês…
     Pelas 17:00, partimos de carro para Buenópolis. Chegamos lá, quase
18:00, apenas para encontrar a agência da Gontijo fechada. Disseram que os
ônibus da outra empresa que serve o local, a Transnorte, paravam no trevo da
cidade. Passamos várias horas esperando inutilmente por um ônibus para BH
naquele trevo. As 20:00, desisti e fui procurar uma pousada para dormir. O
resto ficou até as 22:00. As garotas acabaram dormindo na casa de senhor que
alugou um quarto para elas, já que na minha pousada não havia mais vaga. O
Jorge, como já é tradicional, acampou em algum descampado nos arredores.
     No dia seguinte os esforços para voltar continuaram. Acabei resolvendo
pegar um ônibus para Curvelo, na esperança de conseguir seguir para BH com
mais facilidade. Enquanto comprava a passagem, sem que eu visse, as garotas
conseguriam tomar um ônibus da Transnorte para BH. O Jorge resolveu esperar
o direto para São Paulo que passava as 16:30.
     Quando Cheguei em Curvelo, descobri que só havia vagas para BH as 19:00
hs, sendo que havia um direto para São Paulo as 20:20 hs, num carro que vinha de Diamantina. Resolvi esperar por esse e passei a maior parte do dia
circulando por Curvelo para passar o tempo. Acabei chegando em São Paulo na
quinta as 8:20.

     Para os fanáticos da bike, acho que dá para fazer o percuso todo de bike, de Diamantina até Buenópolis, fora o trecho da bifurcação após a casa até Curimataí, que não percorremos inteiro e do qual não posso afiançar o estado, o resto é todo é perfeitamente transitável de bicicleta, por estradinhas de terra. Considerando, é claro, que faça-se o trecho de São João da Chapada a Macacos pela estrada. Resta apenas que algum aventureiro tente e nos conte o resultado.

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