Arquivo mensal: dezembro 2013

Relato: Praia das Sete Fontes

         Outra opção de trilha curta em Ubatuba é a trilha das Sete Fontes. O ínício é no Saco da Ribeira. Saindo da Rio-Santos junto ao acesso as marinas, e só seguir pela rua que serpenteia por entre as marinas. Logo o asfalto acaba e sigo por estreita estradinha de terra. Após uma leve subida e descida, chegamos a uma saída à esquerda, sinalizada por placa. A estrada se reduz a uma passagem entre muros que logo desce a praia do Saco da Ribeira.
         A orla da praia é quase toda ocupada por casas de veraneio e há um ou outro barco ancorado logo em frente. Sigo pela areia atravessando toda a praia. No extremo oposto encontro uma trilha que sobe íngreme, mas logo nivela, e segue por entre a mata.
         A trilha segue agradavelmente plana e sombreada por algum tempo, quando a mata a esquerda se abre, temos bela visão da costa a frente, quase como uma versão reduzida da Joatinga. Pouco depois a trilha passa a descer, agora por degraus cimentado e aos zigue-zagues, até desembocar nas areias da praia do Flamengo, mais uma praia sossegada e repleta de casas de veraneios.
         Prossigo pela areia, mas pouco após o meio da praia, junto a um placa “Não jogue lixo, preserve a natureza” ou coisa que o valha, tomo um caminho entre duas cercas, me afastando da praia. Como previ, a trilha sobe rumo a um selado, vísivel antes da descida a praia do Flamengo. Logo a trilha começa a subir rapidamente, passando primeiro por degraus cimentados e depois em trilha, intercalada de algusn degraus rochosos.
        Chegando ao alto do selado imediatamente a trilha desce, passando por alguns trechos escorregadios para logo chegar a baixada. Prosseguindo por entre algumas casas, enfim desemboco na areia da praia das Sete Fontes, junto ao barzinho Stoatoa. Da Rio-Santos até a areia da praia gastei 1:10 hs. Sem pressa. Dei uma volta pela praia e procurei alguma trilha que seguisse até a praia da Sununga, que seria a mais próxima à oeste, mas em vão. Perguntei aos locais e me foi dito não haver conexão com a Sununga. De modo que após 1 hora por ali,um lanche e um refrigerante gelado, iniciei o retorno pelo mesmo caminho da vinda,o qual levou cerca de uma hora.  

Relato: cachoeiras de Ubatumirim

       Essa caminhada é para os que chegam a Ubatuba sem carro, com carro a disposição é possível acessar essas cachoeiras mais diretamente, mas o percurso seria ligeiramente diferente.

       De qualquer forma o ponto de partida é a estrada para o sertão de Ubatumirim, cerca de 1,5 km depois da entrada da praia de Ubatumirim para quem vem de Ubatuba. Uma outra referência é um mercado à direita da pista, junto aos restos de um posto de gasolina desativado.

        Saltei do ônibus no ponto mencionado, e tomei então a estradinha asfaltada, à esquerda, seguindo por ela por cerca 1,5 km até uma bifurcação junto a um ponto de ônibus. Ali tomei a esquerda e logo em seguida cruzei por uma ponte pênsil o rio, que corria paralelo a estrada. Do outro lado do rio, tomei a trilha a direita, bem marcada e sombreada, prosseguindo por um trecho muito agradável. Numa bifurcação poucas centenas de metros a frente segui pela esquerda. Logo me aproximei de algumas casas na encosta a frente, e fui detectado pelos cachorros delas que começaram a latir. Quebrei a direita e segui perpendicularmente a direção de onde vinha até encontrar uma estradinha mais larga, seguindo por ela. As casas ficaram para trás, e daí a pouco passei por uma ponte sobre talvez o mesmo rio de antes. Cheguei à nova casa e tomei então à esquerda e seguindo pela estreita estradinha.

          Um curto sobe e desce e, um quilometro a frente, cruzo um riacho de um salto no ponto mais estreito que encontrei. Prossigo pela estrada passando por umas duas casas à direita e depois por uma área gramada à esquerda, onde uma placa parece indicar que o local é usado eventualmente para camping. Mais um pouco e uma bifurcação leva a uma nova casa a direita. Passando pela esquerda da casa, que no momento estava deserta, encontro uma trilha e sigo por ela, entrando na mata. Percebo que um riacho corre paralelo a trilha, à direita e abaixo.

           Ao fim de 300 metros de trilha, chego à cachoeira do Tombador de baixo. Salto pelas pedras e chego à laje bem no meio do rio de onde tenho vista frontal da queda. Paro por ali por um tempo, curtindo o local e aproveitando para tomar uns goles d’água.

           Retomando a caminhada, salto de volta a “terra firme” e voltando muito pouco pela trilha encontro a bifurcação que não tinha visto na vinda. Subindo por ela chego à outra queda chamada Tombador de Cima. Mais uma pausa para fotos. Encontro outra trilha à esquerda e sigo por ela. Logo encontro outra bifurcação e sigo por ela subindo, na perspectiva e achar ainda outra queda, mas ledo engano, a trilha sobe paralela ao riacho e vai se afastando dele. Depois de 10 minutos não achei o fim da trilha, que continua subindo rumo à encosta da serra. Onde será que dá? Coisa a ser explorada em outra oportunidade. Voltei então pela trilha e seguindo pelo ramo oposto ao por onde tinha vindo sai de volta diretamente na estrada, sem passar pela casa!

          Voltei então pela estradinha até a casa junto ao rio quase 2 km atrás. Dali tomei a esquerda e segui pela estrada, ignorando a primeira saída à direita, depois ignorando a saída à esquerda e para trás até chegar a uma bifurcação, junto a uma porteira à esquerda. Ali tomei à esquerda e para trás.

          E tome um quilometro e pouco de subida, passando por uma casa simples à esquerda e depois por duas bonitas casas, próximas, uma de cada lado da estrada. Chegando num alto logo depois, encontro a trilha de acesso a cachoeira da Laje, do lado direito e marcada por uma placa. Ali é só descer por trilha íngreme e escorregadia até chegar ao rio e depois subi-lo pela laje escorregadia até a cachoeira da Laje, pequena e graciosa, logo acima. Por ali sentei para um lanche e descanso.

         A volta foi por onde vim até a bifurcação junto à porteira, ali tomei a esquerda e 400 metros após passei por um barzinho e desemboquei no final da estradinha asfaltada, seguindo por ela.

         Cerca de 1,5 km depois, cruzei com o ônibus de Ubatumirim. Segui por mais algumas centenas de metros e cheguei ao ponto onde sai da estrada na vinda. Sentei ali e esperei pela volta do ônibus que em 10 minutos voltou vazio. Tomei-o e voltei a Ubatuba dando fim ao passeio.

          O passeio originalmente era um roteiro de bike podendo portanto, ser prazerosamente feito dessa forma.

          Se estiver de carro e quiser dispensar grandes caminhadas sugiro o seguinte: Siga pela estrada de asfalto até o barzinho, ali pegue a esquerda agora na terra. Chegando na bifurcação da porteira é só escolher, a esquerda dá acesso à cachoeira do Tombador, a direita, à cachoeira da Laje. A estrada da Laje está em muito bom estado, a do Tombador tem alguns trechos de lama, talvez seja melhor parar o carro junto à primeira casa.

Relato: Cachoeira da Água Branca – Ubatuba

     Seguindo pela Rio-Santos, alguns quilômetros após o portal de Ubatuba, tomamos a saída à esquerda sinalizada Sertão da Quina, poucos metros antes da saída a direita que dá acesso à praia da Cassandoca. Se você chegar a ponte sobre o rio Maranduba já passou do ponto.

       Continuando pela estradinha asfaltada, após um trecho de povoação esparsa chegamos ao centrinho do bairro e ai é preciso tomar a esquerda numa saída sinalizada pela placa “pousada das cachoeiras”, porém a placa esta afixada na direção de quem vem no sentido oposto e por isso quase passamos por ela sem ver. Tomando então à esquerda logo o asfalto acaba e começa a terra. Mais um pouco avistamos uma bica numa entrada à direita da estrada, parei o carro por ali mesmo e seguimos a pé.

       A estradinha vai seguindo paralela ao rio Maranduba e logo passamos pela entrada da pousada das Cachoeiras à esquerda, acessada por longa ponte de madeira. Continuamos pela estrada e enfim chegamos ao Camping Bar das Cachoeiras.

       Paramos por um momento para conversar com seu Eraldo que mora ali. Ele nos confirmou que o acesso à cachoeira da Água Branca era por ali e até nos explicou o caminho, mas disse que demorava 4:30 hs para chegar a cachoeira e tentou nos dissuadir de seguir, pois seria muito tarde. De fato já eram 10:30, mas achamos o tempo dele exagerado e dissemos que iríamos tentar assim mesmo.

         Cruzando a propriedade chegamos ao rio que parece ser uma atração local o que justificaria o barzinho, mas naquele dia o local estava deserto. Parece que as pequenas quedas locais constituem a chamada cachoeira da Renata. Logo encontramos uma trilha a direita que subia acompanhando o rio. Seguimos por ela por uns 5 minutos passando por 3 ou 4 saídas a direita, mas parece que todas desembocavam em terrenos de casas particulares, de modo que o melhor acesso parece ser pelo camping mesmo. Alcançamos então um afluente que tivemos que vadear, consegui cruza-lo por sobre as pedras, mas o Rafael preferiu tirar as botas. Do outro lado a trilha prosseguia para a esquerda voltando a se aproximar do rio. Em mais alguns minutos chegamos a uma bifurcação. À esquerda em pouco metros chegamos ao Poço Verde, outro ponto de banho local. Tiramos uma foto e voltamos a bifurcação, seguindo em frente, logo passamos pela primeira bifurcação que não investigamos, mas que deve dar acesso apenas a outro ponto de banho. Pouco à frente, chegamos a segunda bifurcação, segundo as indicações de seu Eraldo, saindo a noventa graus à esquerda. Na verdade a trilha a frente estava tão fechada que nem dava passagem, de modo que a bifurcação se converteu em curva da trilha original.

          A trilha vai seguindo então paralela à margem esquerda do rio Maranduba, com subidas e descidas, às vezes desviando para cruzar algum pequeno afluente. Contei 18 riachos até a cachoeira. No primeiro valezinho colateral, a queda de uma arvore obstruiu a trilha e nos obriga a descer a pequena e escorregadia encosta e me custa um tombo antes de alcançarmos novamente a trilha na encosta oposta. Seguindo em frente o próximo afluente cavou uma funda vala, cruzada por uma estreita pinguela, preferimos desviar para a esquerda e descer ao fundo da vala por num trecho mais fácil para então retornar a trilha.

        Durante a subida avistamos de tanto em tanto saídas à esquerda, mas que deviam dar acesso a novos pontos de banho e que não tivemos tempo de investigar.

         Cerca de 1:15 hs desde o Poço Verde, a trilha cruza o rio Maranduba, ali paramos para um lanche. Dessa vez não teve jeito foi preciso tirar as botas para cruzar o rio. Do outro lado entramos pelo vale de um afluente antes de sairmos pela direita e voltarmos a acompanhar o rio, agora pela margem direita. Logo passamos por uma pequena toca com restos de fogueira.

         Seguindo em frente, na bifurcação, tomamos a direita, mas chegamos apenas a mais uma cachoeira, por sinal muito bonita. Tiramos umas fotos e voltamos a bifurcação seguindo para a esquerda. A trilha agora se torna mais íngreme, mas continua alternando subidas e descidas.

        Chegamos então ao ponto mais critico, nova bifurcação, marcada por uma flecha gravada no tronco de uma árvore, porém o caminho subindo em frente parece muito mais marcado e acabamos subindo por ele por um tempo, até notarmos que estávamos nos afastando cada vez mais do rio. Retornamos então a bifurcação e tomamos a direita. E continuamos aos sobes e desces. Mais acima uma trilha vem da esquerda e entronca na nossa. E preciso ter cuidado para não errar e na volta entrar por ela! Continuamos subindo e após cerca de 3 horas começamos a ouvir o ruído da cachoeira, mais um pouco e a avistamos. Descendo pelas pedras até o poço de frígidas águas em sua base. Pela posição parece que o sol só bate ali pela manhã e naquele momento, pelas 14:00 hs já estava imerso na sombra, apesar do céu azul. Passei a maior parte do tempo contemplando a enorme cachoeira, em cai em várias quedas. Ainda arrisquei dar uma entradinha na água, mas logo sai. Na sombra e com o vento que fazia ali, estava tão frio fora quanto dentro d’água. O Rafael ainda quis dar uma espiada na trilha que continuava subindo pela esquerda, mas voltou dizendo que a trilha se tornava cada vez mais vertical e mais se afastada do rio. Não havia tempo para mais explorações. Às 15:00 hs iniciamos o retorno que nos tomou cerca de 2:30 hs. De modo que as 17:30 chegamos ao Camping e pouco depois ao carro, bem quando a noite chegava.

Relato: Três picos do Itatiaia

        Faz tempo que queria conhecer a trilha dos três picos no parque de
Itatiaia, a única trilha maiorzinha na parte baixa do parque, se
descontarmos a travessia Ruy Braga que une a parte baixa a parte alta. Nesse
domingo surgiu a oportunidade.Fomos eu e o Rafael.
     Acordamos cedo e saindo de Penedo, onde dormimos, seguimos para o
parque. Cruzamos a portaria e subimos a estrada, passando pela entrada da
trilha, que parece ter sido recentemente sinalizada. A placa estava até
cheirando a nova. Estacionamos logo a frente, num espaço em frente a entrada
do hotel Ypê. Outro carro já estava ali e um casal se preparava para fazer a
mesma trilha.
     Pegamos as mochilas e descemos até o início da trilha. Logo alcançamos
o casal e em pouco mais chegamos a uma bifurcação. Na dúvida seguimos em
frente para ver onde dava e não demorou muito para chegarmos aos fundos do
hotel Simon. Fechado há tempos pelo visto. Retornamos a bifurcação e tomamos
o ramo ascendente. O casal ficou para trás e certamente desistiu do passeio, pois não foi mais visto.
     A trilha, bem aberta, sobe um pouco mais forte até cruzar um riacho por sobre uma ponte de concreto! A partir dali a trilha fica mais fechada. A caracteristica geral da trilha é que ela é quase toda sob a mata, sombreada e fresca, mas também úmida e com muito pontos escorregadios já que o sol nunca bate no solo, causando tantos tombos a esse escriba que perdi a conta deles bem antes do fim. Por outro lado não é tão úmida que forme atoleiros.
     Após a ponte temos um longo trecho de aclive suave ao final do qual a trilha volta a subir mais forte. Chegamos a um trecho onde um degrau mais alto tem de ser escalado com o auxilio de raízes, porém há a alternativa. Uma variante sai à esquerda,um pouco antes, contornando o trecho e reencontrando a trilha mestra pouco acima.
     Mais um pouco e surge nova bifurcação, mas a direita leva apenas a um riacho, o qual já vamos reencontrar logo acima, de modo que nem vale a pena entrar ali,, nem mesmo para encher o cantil. Mais um zigue-zague, alcançamos e cruzamos o riacho por cima de lajes escorregadias. Ali temos, acima temos três pequenas quedas d’água, abaixo outras e um bonito poço de acesso bastante dificultoso. Paramos para fotos, encher os cantis e um curto descanso.
     A trilha prossegue do outro lado do riacho, passando por trecho repleto de raízes que atravessam a trilha e por uns tantos degraus rochosos, entremeados de trechos enlameados. A trilha volta a subir mais forte e temos saltamos diversas rochas cobertas de musgo.
     Até que chegamos a uma crista. A trilha nivela e depois passa a descer lentamente. Aos poucos começamos a avistar o pico mais alto, à nossa frente, em meio ao arvoredo.
     A trilha então sai da mata e passa a subir fortemente a enoosta do pico em meio a samambaias e arbustos. Alguns degraus rochosos são vencidos e começamos a avistar as encostas de mata da serra, encimada pelo que acreditamos ser o Prateleiras, no ponto mais alto de uma crista paralela a que estamos. Na mesma crista os maiores eminências são o Gigante e o Ovo.
     Enfim chegamos ao topo e após o cruzarmos chegamos ao mirante que sinaliza o final da trilha, de onde se avista o vale do Paraíba abaixo e a contra-encosta da serra da Bocaina no lado oposto. A vista logo abaixo mostra as cidades de Itatiaia, Engenheiro Passos mais à direita e à esquerda, bem maior, Resende e ainda preenchendo boa parte do campo visual a represa do Funil. Na Bocaina ficamos tentando identificar o pico do Tira o Chapéu e a Pedra da Bacia, sem conseguir ter certeza. A subida toda tomou-nos 2:45 hs.
     Após uma hora de comtemplação e de ter ainda conseguido avistar Penedo de um mirante lateral, fizemos um lanche e iniciamos a descida que consumiu 2:10 hs, sem surpresas. 

Relato: Pico da Bandeira de Maria da Fé

         O ponto culminante do município sul-mineiro de Maria da Fé é conhecido localmente como pico da Bandeira. Coroado de antenas ele pode ser acessado de carro por estradinha, mas eu estava a pé!

          Do centro da cidade, para quem está em frente à Maria fumaça conservada como monumento junto à antiga estação ferroviária, o pico está na direção oposta a da estação.

           Deixando então a estação do lado esquerdo e seguindo pela avenida que ocupa o antigo leito ferroviário, em uns 10 minutos chegamos a uma bifurcação em “T”, junto às fábricas de batata frita, principal indústria da cidade. Viramos então à direita e em pouco saímos da área urbana. A estrada começa a subir lentamente. Logo passamos pela fazenda Estância, à direita, e a subida se torna mais íngreme. A estrada vira para a esquerda e vai contornando a montanha enquanto sobe.

          Em 2.5 km passamos por uma bifurcação. À esquerda seguiríamos para o bairro Lagoa, mas a rota é pela direita, continuando a subir. Enquanto subimos vamos percebendo que estamos passando para a face oposta da crista. Mais 1 ou 1,5 km depois, próximo a uma casa grande do lado esquerdo da estrada, encontramos, do lado direito, uma entrada provida de rampa cimentada. Seguimos por ali subindo ainda mais forte.

         A subida agora é aos zigue-zagues, alternado trechos de terra com outros cimentados. Até que finalmente avistamos as antenas já próximas. Do lado direito da estrada a vegetação se abre e temos então vista da cidade ao fundo do vale, de Itajubá mais longe e do Marins, ao fundo, do lado esquerdo, bem como da morraria verdejante entre nós e ele.

         Subindo mais um pouco e tomando uma trilha entre as antenas, entro na mata que guarnece o resto da crista e a maior parte das encostas da mesma. A trilha, após um trecho plano que até serviria de ótima área de camping, fica mais fechada e passa a descer rapidamente. Para onde, só posso especular que retorne a estrada mais abaixo, isso se não se perder completamente na mata. Quem sabe?

          Retorno então ao mirante e gasto mais algum tempo admirando o panorama. A caminhada consumiu cerca de uma hora e deve ter aproximadamente 5 km e cerca e 400 metros de desnível ou pouco mais.

          Enfim é hora de descer, só que a planejo descer por outro caminho. À esquerda do mirante, uma trilha desce ferozmente acompanhando no início uma linha de postes de força. Logo a trilha passa a ziguezaguear, reduzindo o forte declive e desviando de trechos obstruídos pela vegetação. A descida é escorregadia e me obriga a ir me agarrando as árvores para não cair.

          Pouco a pouco a declividade diminui e a trilha vai se desviando para a direita. A mata nativa vai sendo substituída por um reflorestamento, por dentre o qual avisto ao fundo do vale, uma casa. Chego então a uma bifurcação. Sigo a esquerda, descendo novamente de maneira forte e tomando um ou dois tombos.

          Enfim a trilha desemboca em outra mais larga que desce suavemente da direita para a esquerda. Para chegar a ela tenho que saltar um último degrau. Passo então a subir para a direita. Na demora a trilha chega a seu ponto mais alto e volta a descer, agora estou indo na direção da cidade, ainda bem! A trilha é interrompida por um cerca, sem porteira. Para evitar ter de passar sob ela, subo pela direita já que ela parece terminar logo acima, mas esse contorno é meio chato, devido ao grande número de cipós entrelaçados. Acabo conseguindo contornar a incômoda cerca e volto a descer a trilha.

          A trilha sai da mata, volta a subir um pouco, e depois volta a descer. Atravesso outra cerca, agora provida de porteira e o caminho vira uma estradinha precária. Nova baixada e curta subida me levam a uma curta crista. Para trás avisto o pico já bem mais acima, só as antenas em meio à encosta de mata. Volto a descer, passo por uma última porteira e em pouco chego às casas da Fazenda Estância. Cruzo com um morador que cumprimento e que não demonstra nenhuma surpresa por me ver por ali. Esse é o verdadeiro espírito mineiro! Sigo em frente e saindo pelo portal da fazenda chego a estrada por onde vim, seguindo de volta a cidade e para minha pousada, um banho e mais tarde um delicioso jantar. Fim de mais uma tarde bem aproveitada em Maria da Fé.

Relato: Circuíto São Bento-Alto do Coimbra

        Sim é verdade, boa parte desse circuito é por estradinha de terra, mas a paisagem é muito bonita e entre a Bocaina e o Quilombo, não vi sequer um carro. Se você for um devoto da bike pode até pensar em fazê-lo pedalando, mas saiba que a subida é grande, e a descida muito mais íngreme. Um verdadeiro downhill!

        O ponto de partida e chegada é São Bento do Sapucaí, bastante conhecida pela Pedra do Baú. Saindo da pracinha central, na mesma direção que se toma para ir a Pedra, na praça menor onde se sobe a direta para ir a Pedra, sigo em frente. Passo uma ponte e na bifurcação logo à frente, sigo direto em frente. A direita vai-se para o bairro do Quilombo, e por ali voltarei ao final da caminhada.

        A estrada segue quase plana pelos primeiros quilômetros, quando nos afastamos dos primeiros morros à direita, o cenário abre-se e avistamos o conjunto Bauzinho-Baú-Ana Chata daquele lado. Naquele dia as nuvens pairavam baixas e não se via nada. Cerca de 2 km depois, aparece o que seria uma trifurcação, mas a estrada segue pela extrema esquerda, mais larga e batida, as outras duas aparentemente são acessos a fazendas. Mais 2,5 km de caminhada e a estrada se bifurca, segui pela esquerda, deixando uma capelinha à direita. Em algum ponto nesse trecho, passo por um poste listrado e multicolorido que marca a divisa estadual SP/MG, entramos então em Minas uai!  Mais à frente, chego a avistar à esquerda, do outro lado da baixada, e por entre o arvoredo no outro extremo do campo, um pequeno trecho da estrada para Paraisópolis, município no qual caminhamos no momento.

       Enfim 6 km após o início chegamos a uma bifurcação em “T”. A esquerda deve chegar ao asfalto, mas vou para a direita e logo começa a subida, no começo suave, para depois se tornar mais íngreme. Enquanto subo o que me chama a atenção é a longa crista que vou acompanhando à minha direita, acredito que ela corresponda à divisa estadual naquele trecho. Ganhando altura a visão se alarga. Uma bonita fazenda com sua sede ornada de palmeiras preenche o fundo do vale, e mais ao longe vou avistando cada vez mais montanhas para o lado de Gonçalves (oeste).

      Cerca de 2,5 km após o “T”, chego a Fazenda Santo Expedito, onde paro para um primeiro descanso à sombra e para alguns goles d’água. A subida ainda não acabou, mas já foi uma boa parte.

      Seguindo em frente acabo chegando ao topo da subida e na seqüência, sem pausa, começo a descer suavemente. Chego então a novo poste listrado. Novamente passo pela fronteira estadual. Minha curta excursão a Minas se encerra. Mais um pouco e chego ao bairro da Bocaina. Uma igrejinha, uma dúzia de casas e um barzinho, lamentavelmente fechado naquele dia. E é claro 100 metros de calçamento de bloquetes, benfeitoria que qualquer bairro rural sempre aspira. Desanimado pelo bar fechado, que alegria não seria um refrigerante gelado! Sigo em frente.

      Não demora muito, 500 metros depois do fim do calçamento, ou um pouco mais, chego a uma bifurcação, com uma saída à direita e para trás, sinalizada com a placa “Coimbra”. Tomo então rumo ao Coimbra.

      A estrada volta a subir, embora não se forma muito forte. A mata se faz mais densa e as araucárias proliferam. Nesse trecho passo por apenas duas ou três casas. A visão se abre para o norte conforme subo e só o que se avista é morros cobertos de verde.  Após uma última casa, à direita, a estrada nivela e cruzo um riacho. À direita, junto ao riacho, encontro uma trilha e até uma marcação com uma seta. Acredito que o percurso tenha sido usado por alguma corrida. Aparentemente por ali atalharia a caminhada, além de aumentar o percurso por trilha, mas como já era um pouco tarde e não queria perder tempo não explorei a opção. Inclusive acredito que esse riacho é o mesmo que serve de sangradouro ao lago como dito a frente.

       Continuei então pela estrada e chegando ao entroncamento mais à frente, segui pela direita, e para trás, passando por uma porteira. Se Seguisse em frente, chegaria à nova bifurcação em “T”, onde a esquerda desce para Luminosa e a direita para o Paiol Grande, junto ao asfalto São Bento-Campos.

        Segui então subi por curto e escorregadio trecho até, após uma curva, avistar à esquerda da estrada, o lago. Estou então no Alto do Coimbra. O local é bonito e bucólico. O lago é sangrado por um riacho. Tomei a trilha à direita do riacho e segui por ela até que o panorama se abre e pude então ter ampla vista da morraria ao redor, toda ela abaixo de mim. Pude ver pequeno trecho da estrada por onde vim e acredito, aproximadamente o caminho que faria vindo pela trilha desde o riacho. O caminho não seria direto, mas aparentemente um zigue-zague. Por ali sentei para descansar um pouco enquanto contemplava a paisagem.

         Voltando então a estrada, segui em frente, terminando de contornar o lago. Não demora muito e encontro uma trilha saindo pela esquerda, bem marcada. A estrada segue em frente, mas não deve ir muito longe, provavelmente acaba pouco à frente.

        Tomei a trilha à esquerda e seguindo por ela em meio à mata fechada, logo salto um riacho e prossigo ainda subindo. Alguns trechos em canaleta e escorregadios seriam as primeiras dificuldades enfrentadas por que se aventurasse a vir de bike.

         Quando chego ao ponto mais alto da caminhada, passo por uma porteira e começo a descer. A descida é feroz e escorregadia em muitos pontos. A vegetação vai se abrindo em campos e repletos de araucárias. Em maio seria bom lugar para coletar pinhões! Após uma curva, a paisagem se abre à esquerda, dando ampla vista do vale muito abaixo, com São Bento ao fundo e o bairro do Quilombo mais próximo. Prossigo a descida e a trilha acaba desembocando em um final de estrada de acesso a uma finada pousada (não me lembro o nome, mas é alguma coisa do céu). Prossigo descendo fortemente pela estrada, aos zigues-zagues, com vista para o complexo do Baú à frente. Após descer bastante passo por algumas casas à esquerda, mas a descida ainda não acabou. Só acaba bem próximo ao bairro do Quilombo.

        O bairro do Quilombo é até bem grandinho, um bom número de casas antes da pracinha junto à igreja. Logo após templo temos o pavilhão de artesanato “Arte no Quilombo”, o qual aproveito para visitar e gasto algum tempo com um dedo de prosa com a simpática atendente.

         Mas a noite já se aproxima e ainda faltam 2 km, agora infelizmente por asfalto. Sigo então em frente, subindo ao alto do morro, passando pela entrada do sofisticado restaurante “Trincheira”, e após um trecho plano, desço até a bifurcação por onde passamos logo ao início. Tomando à direita, já no perímetro urbano de São Bento, para chegar ao centro da cidade às 18:00, justamente ao apagar dos últimos brilhos do crepúsculo. Foram cerca de 7 horas de caminhada (comecei as 11:00 hs) por uma região que muito me agrada e qual certamente retornarei.

Relato: Travessia Rebouças-Mauá via Rancho Caído

       Já havíamos marcado de fazer a clássica travessia Rebouças-Mauá no ano passado, e depois cancelado devido ao mau tempo, porém nãohavia desistido de fazê-la. Apenas aguardávamos o momento oportuno de caminhar nessa trilha por longo tempo mantida proibida pela direção do parque do Itatiaia.

       Agora iríamos concretizar nosso intento. E assim na última sexta, tomamos o ônibus das 23:30 da Cometa, rumo a Itanhandu, eu, Rodrigo, Amarildo, Gibson e Rafael. Após pormos a conversa em dia, encerramos o colóquio e tentamos dormitar um pouco. Chegamos em Itanhandu por volta das 4:00. Havíamos marcado com o Sr. Amarildo de Itamonte para que nos pegasse na rodoviária de Itanhandu às 5:00. Assim esperamos por ele no frio da madrugada. Às 4:45 eis que a Kombi encosta e rapidamente seguimos nela rumo a Itamonte, onde paramos numa padaria, ainda fechada, até que abrisse para tomarmos o café da manhã. Após o qual seguimos, já com o dia claro, rumo a portaria do parque, aonde chegamos às 7:30.

       O termômetro na portaria marcava 5° C, e isso já com o sol espiando por sobre as montanhas! Preenchemos a ficha, pagamos a taxa e após os últimos ajustes nas mochilas, iniciamos a caminhada pela esburacada estrada até o abrigo Rebouças.

       Chegando ao abrigo, já sob o sol, fizemos ultima parada para tirar os agasalhos, ir ao banheiro e completar os cantis antes de iniciarmos a trilha propriamente dita. Passando ao lado do abrigo e cruzando a represa, pulando sobre as pedras, entramos na trilha que leva ao Agulhas Negras. Após alguns curtos sobes e desces, passamos por uma ponte pênsil, chegamos a uma bifurcação, sinalizada por placa, que indica Agulhas a frente, pedra do Altar e cachoeira do Aiuruoca à esquerda. Tomamos então à esquerda, subindo, e poucos metros à frente, deixamos nova saída à direita, agora sem placa, a qual leva a Asa de Hermes.

        Vamos subindo enquanto observamos o imponente maciço do Agulhas Negras à nossa direita, onde podíamos inclusive, observar inúmeros excursionistas subindo. Quando ganhamos alguma altura pudemos avistar a Asa de Hermes encarapitada sobre maciço logo à esquerda do maciço do Agulhas, separado desse por profunda endentação. A trilha vai voltando em direção quase paralela a da estradinha e acabamos avistando a torre de Furnas que se situa próxima à portaria do parque. Quando a trilha nivela, encontramos uma bifurcação cujo ramo direito leva a pedra do Altar, já avistada daquele lado. Fizemos pequena parada para que o Amarildo passasse uma fita na sua bota que começava a se abrir, dando sinais inequívocos de extenso e exigente uso.

        Prosseguindo a caminhada, a trilha começa a descer e passamos então por baixo da pedra do Altar. Descendo mais entramos então no vale do Aiuruoca e chegando ao fundo, passamos a bordejá-lo pela esquerda. Descortina-se então a nossa frente a visão dos Ovos da Galinha, conjunto de matacões sobranceiros a uma crista rochosa e a direita destes, a Pedra do Sino de Itatiaia cujo nome faz menção a ligeira forma sinuosial da montanha.

        Saltamos um primeiro riacho, um dos formadores do rio Aiuruoca e mais à frente o próprio Aiuruoca, nessa altura, quase em sua nascente, mero riacho que pulamos de um salto. Tomando a trilha do lado oposto, quebramos a esquerda e descendo o rio. Em pouco chegamos ao alto da cachoeira do Aiuruoca. Sendo 12:00, paramos para o almoço. Após o lanche, passando para o outro lado por cima das pedras e tomamos a trilha que, de forma íngreme, desce a base da cachoeira. Sentamos a beira do límpido e, nesse dia frigidíssimo poço, e ao sol que preenchia o azul céu, relaxamos por algum tempo a anos-luz das preocupações do dia-a-dia.

        Enfim ainda faltava chão para o ponto previsto para acampamento, de modo que às 12:50 subimos para o alto da cachoeira. O Rafael resolveu explorar o outro lado, em busca da trilha variante que constitui a travessia Rebouças-Mauá via Serra Negra e a encontrou subindo um pouco a encosta do outro lado por trecho pouco marcado. Enquanto esperamos por ele, outro grupo chegou à cachoeira, grupo que depois chegaria ao Rancho Caído antes de nós, ocupando o melhor local de acampamento.

        Com o retorno do Rafael, prosseguimos a caminhada. Voltando por onde viemos até o ponto de cruzamento do rio, seguimos pela mesma margem, deixando os Ovos da Galinha à direita. A trilha inicialmente segue em nível, para depois começar a subir suavemente. Na seqüência a trilha vai virando para a direita e acaba passando por trás dos Ovos da Galinha, deflete para esquerda e continua a subir rumo a um selado. Passado o selado, a paisagem se abre e temos larga vista, que inclui à direita, os picos Maromba e Marombinha, um pouco à esquerda destes e mais longe, a Pedra Selada. Bem mais à esquerda e ao fundo a crista da Serra do Papagaio com suas inconfundíveis três corcovas. À direita desta e também ao fundo, acredito identificar também a Mitra do Bispo. E é claro, as nossas costas, a face leste do maciço do Agulhas, ladeada pela Asa de Hermes. Abaixo à direita, o vale do alto rio Preto que depois formará a divisa RJ/MG, atravessando as vilas de Maromba, Maringá e Mauá. O lugar seria ótimo lugar para acampamento, com sua esplendida vista, mais ainda era cedo, e pretendíamos avançar mais.

       Seguimos então pela trilha, descendo por um amplo zigue-zague, para depois seguir bordejando por um tempo, antes de voltar a descer até o fundo do vale. Saltamos de pulo o rio preto, que nesse ponto era ainda menor que o Aiuruoca. Paramos um pouco para reabastecer os cantis nas suas frias águas.

       Continuando a caminhada, a trilha começa a subir suavemente, passa por pequeno charco, e ao atingir o alto de um morro ornado de mata, passa por uma clareira que pode servir de ponto de camping. Cruzado o alto, voltamos a descer agora por dentro de bambuzais, primeiro trecho fechado desde o inicio da caminhada. Alguns degraus escorregadios são superados e saímos novamente no aberto, e em mais um pouco estamos no fundo de novo vale, onde dois riachos são cruzados em sucessão. Já avistamos na encosta do outro lado, próximo a algumas araucárias, o local do antigo e desaparecido, Rancho caído.

        Portanto, após o segundo riacho, subimos a encosta e chegando a clareira de acampamento, à esquerda, próximo a alguns matacões. Conforme já dito o local já estava ocupado por outro grupo, o qual já se ocupava em acender seus cigarros “não convencionais” e em se banhar pelados no riacho próximo. Nem cogitamos em ficar por ali em tão espalhafatosa companhia. Seguimos pela trilha, subindo a encosta, passando por pequeno charco e enfim, quando a trilha vira para a esquerda e nivela, encontramos pequena área de acampamento, à direita da trilha. Ainda investigamos se haveria local melhor um pouco à frente, mas o Amarildo confirmou que não. De modo que Ainda pelas 16:00 e pouco, encostamos por ali mesmo. Montamos as barracas, e procuramos subir nas rochas próximas para apreciar o por do sol, o qual aconteceu ainda cedo para nós, como conseqüência das altas cristas ao nosso redor. Os demais se reuniram para cozinhar, mas como tinha optado por levar apenas lanche frio, comi meus sanduíches já dentro da barraca, apenas observado o cozinhar dos demais pela porta entreaberta de minha barraca. Pelas 18:20, o sono me obrigou a me recolher ainda antes que o jantar deles acabasse.

        Acordei no dia seguinte, pouco depois das 6:00, mas fiquei enrolando dentro da barraca. Durante a noite, cheguei a ver o termômetro marcar 2.9 ° C, mas quase não ventou e não tive passei frio. Tomei o café dentro da barraca e, pelas 7:00, todos nos levantamos. Enquanto os demais preparavam seus cafés quentes, subi na encosta à esquerda do acampamento, onde um curioso conjunto de rochas se equilibrava como se postas umas sobre as outras como blocos de brinquedo. Do topo do rochoso voltei a ter a visão da face leste do Agulhas e do lado direito, do pico do Papagaio. Descendo ao acampamento, desarmamos as barracas e guardamos tudo dentro das mochilas. O acampamento estava à altitude de cerca de 2300 metros e vamos ao fim descer a Maringá que está por volta de 1100 metros.

         Reiniciamos a caminha às 8:45. A trilha inicialmente desce, cruza um cinturão de mata, onde corre um riacho, e volta a subir, ainda dentro da mata. Depois continua a subir, agora pelo campo, até atingir uma crista. Dali a visão novamente se alarga. Tanto atrás, do Agulhas, como para frente, dando vista da Pedra Selada, das vilas de Mauá e Maringá e das morraria ao norte delas.

         Começa então a descida conhecida como “mata cavalo”. O nome impressiona mais que a própria trilha que desce até que suavemente, em largos zigue-zagues. No principio pelos campos de altitude, depois a vegetação vai ficando cada vez mais alta, até entrarmos na mata.  Logo que entramos na mata, surge uma bifurcação, mas a esquerda dá acesso apenas a uma área de acampamento. Tomamos então à direita e, em pouco, cruzamos um riacho. Pausa para encher os cantis.

         A trilha prossegue descendo por dentro da mata, e fora um ou outro bambu caído não apresenta qualquer dificuldade. Passamos por outro riacho, saltando de pedra em pedra. Ao chegar a um terceiro riacho, atravessado por estreita pinguela, já estamos chegando ao final da trilha. Em pouco chegamos a uma bifurcação. À esquerda leva a uma pequena queda naquele último riacho. À direita, em mais um pouco, após uma porteira, desemboca no final da estrada do vale das Cruzes. A trilha acabou, agora é seguir pela estrada por mais 3,5 km, serpenteando entre bonitas casas de veraneio, quase sempre descendo, até desembocar pelas 13:30 na estrada que liga Mauá a Maringá.

         Ali nos separamos do Rafael, que tinha pressa em voltar a São Paulo, e por isso seguiu para a direita, rumo a Mauá, esperando tomar um ônibus que se supunha sairia dali à 15:00, rumo a Resende. Na verdade a informação estava desatualizada e ele acabou se safando com uma providencial carona que o trouxe direto a São Paulo. O restante de nós seguiu para a esquerda, rumo a Maringá, aonde chegamos em mais uns 20 e poucos minutos, e logo aboletamos no restaurante “Cozinha Mineira”, onde saboreamos uma truta assada acompanhada de cerveja gelada, sem esquecer a sobremesa e o café para arrematar. Saímos dali pouco antes das 16:45, para nos dirigir ao ponto de ônibus, quase em frente. Ali tomamos o ônibus para Resende. Para nossa infelicidade o mesmo estava cheio e fomos sacolejando em pé até Resende. A única noticia boa nesse fim de jornada é que a descida da serra já está asfaltada, diminuindo um pouco o desconforto da viagem.

          Chegando a rodoviária de Resende, nem esquentamos banco, imediatamente embarcamos no ônibus para São Paulo, que saia as 18:30, chegando ao Tiête por volta das 22:00.