Relato: Circuito Maria da Fé-Pedrão

        Esse é outro roteiro de bike que fiz a pé. O percurso todo é por estradinha, sendo apenas os últimos 2 km de acesso ao Pedrão em estado precário, só acessível a jipes.

        O circuito começa e acaba em Maria da Fé, aprazível cidade sul-mineira. Inicio a caminhada em frente à antiga estação ferroviária. Com a antiga locomotiva a minha esquerda, sigo no rumo oeste pela rua por onde outrora corriam os trilhos. Em cerca de 1 km chego a uma bifurcação em “T”, junto às fabricas de batata frita. Tomo a direita, na mesma direção que tomei anteriormente para subir o pico da bandeira.

         Em uma centena de metros o calçamento acaba, saio do perímetro urbano e a estrada começa a subir. Cerca de 1,5 km depois chego a uma bifurcação, marcada com a placa “Lagoa”. Tomo a esquerda, exatamente na direção do bairro Lagoa. O Caminho nivela e sigo bordejando a encosta. Por algumas brechas na vegetação, à esquerda, tenho vista panorâmica do vale do rio Lourenço Velho e das encostas rochosas ao redor, entremeadas de vegetação. Nessa hora da manhã ainda há neblina sobre algumas baixadas. A paisagem é muito bonita. O percurso segue por trechos de mata nativa, com um ou outro sítio disperso.

       Com 5 km e pouco, na próxima bifurcação, tomo a direita, ligeira subida seguida por uma descida forte. Começo a avistar, à esquerda, as casas do bairro Lagoa, mais densamente povoado do que eu imaginava. Chegando quase ao fundo, encontro nova bifurcação em “T”, na qual sigo para a esquerda, passando pelo “centro” do bairro.

       Subo muito pouco e numa bifurcação antes da igreja, tomo a esquerda e logo na seqüência, à direita, iniciando uma subida forte, mas curta. Logo passo pelo alto de um morro, perco a visão do bairro e passo a descer.

       Ignoro uma primeira saída à direita, que parece só levar a uma casa mais à frente, e cem metros depois, na próxima bifurcação, tomo à esquerda, subindo forte novamente. Não demora muito chego novamente ao topo de outro morro e volto a descer, de modo mais suave.

        Logo começo a avistar o paredão rochoso do Pedrão à frente e um pouco à direita. Sigo então por alguns quilômetros, por entre plantações de banana e algumas casas, voltando a subir lentamente. Na bifurcação seguinte, sigo em frente.

        Completados 13 km de caminhada, chego ao bairro do Pedrão. Percorro 100 metros de calçamento e chego a um entroncamento. À direita temos a bonita igrejinha do bairro. Sigo para a direita, logo o calçamento acaba e passo a descer suavemente. Na primeira saída à esquerda, sigo por ali e começa uma forte subida.

         A estrada nivela, passa entre algumas casas, e depois segue na direção de um selado, à esquerda do Pedrão. Nesse ponto a estrada piora bastante, impossibilitando que qualquer carro baixo prossiga. Se você pretende apenas visitar o Pedrão, sem fazer a caminhada, mas não tem um jipe, a opção é parar o carro na última casa e dali seguir a pé esses últimos dois quilômetros. Logo a subida se torna íngreme e escorregadia. Do lado esquerda, no meio da subida foi construído um oratório, que parece conter uma bica d’água, mas que estava seca nesse dia. Quando chego ao selado, a estrada vira para a direita e continua subindo, um pouco menos íngreme. Enfim chego ao alto, e a estrada vira um trilho no pasto. Assusto algumas vacas enquanto procuro o cruzeiro que marca o alto da pedra. Acabo caindo mais para a esquerda do que esperava, passando por um mata-burro e chego então ao cruzeiro.

       Dali a vista é desimpedida para o norte e a cidade que se avista a frente é Pedralva. Do outro lado é possível avistar Itajubá, bem maior, mas Maria da Fé esta escondida em seu vale e não dá para vê-la. À minha frente a encosta rochosa é vertical, caindo até os pastos lá embaixo. Passo cerca de uma hora por ali, faço um lanche e antes de ir embora ainda assisto a decolagem de um paraglider!

       O retorno é pelo caminho da vinda até o bairro do Pedrão. No trecho mais íngreme, enquanto desço, vejo um motoqueiro que subia, tomar um tremendo tombo.

       Chegando ao bairro, sigo direto, deixando a igreja à direita. Mais 100 metros e o calçamento acaba, passo então a descer suavemente até a antiga estação do Pedrão, mal conservada e utilizada como residência ou depósito. Enquanto tento tirar uma foto dela me assusto com dois cachorros que avançam sobre mim e me convencem a afastar-me do local. Sigo então pelo antigo leito da ferrovia, agora convertido em estradinha vicinal, passando ao lado da antiga caixa d’água. A seqüência da caminhada é tranqüila, suave subida bordejando a encosta, passando por alguns cortes cavados na rocha, num total de cerca de seis km. Quase chegando à cidade, a estrada abandona o leito e segue para a esquerda, subindo forte por um curto trecho. O antigo leito segue em frente, mas logo a frente sofreu erosão e foi tomado por uma voçoroca, como pude constatar em uma visita anterior, além disso, mais a frente o leito cruzava um rio e a ponte ferroviária era formada por duas vigas longitudinais ligadas por uma treliça, sobre as quais eram fixados os dormentes, os quais obviamente foram retirados juntos com os trilhos a muito tempo, ou seja, só dá para passar perigosamente se equilibrando nas vigas.

          De modo que sigo pela estrada, que logo nivela, alcança o calçamento e chega à mesma bifurcação em “T” do início do trajeto, tomo então à direita e um quilometro depois estou de volta a estação.

          O percurso todo tem 29 km e me tomou 8 horas, contando 1 hora parado no Pedrão.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s